Narração Bruno Tento abrir os olhos, mas eles estão pesados demais. A dor em minha cabeça é um indício de que talvez seja realmente melhor mantê-los fechados. Mas ainda assim aprecio o fato de estar consciente. Não tenho muita certeza do que está acontecendo exatamente, mas sei que ainda estou no hospital. Lembro da última vez em que acordei aqui, mamãe me explicou que os medicamentos estavam me deixando desorientado. Eu passava muito tempo desacordado e muitas das vezes em que abri os olhos eu estava delirando. Não lembro a quanto tempo faz que tive essa conversa, não lembro de muita coisa. Sinto algo se mexendo na cama onde estou, alguém deita ao meu lado e beija meu rosto. Por um segundo penso ser minha mãe, mas então o perfume familiar me invade. Mel? Agora tenho certeza absoluta

