(MAFIA) A BABÁ DA FILHA DO DOM MAFIOSO:
Capítulo 5
Alexandra narrando
Estava arrumando as coisas quando Fernanda entra no apartamento.
— Para onde você vai? – ela pergunta
— Consegui o emprego - eu respondo – duas folga no mês.
— Quase uma escravidão.
— Preciso de grana – eu falo para ela – estou sem dinheiro nenhum.
— Fazia tempo que você estava com aquele homem? – ele pergunta
— Danilo? – ela assente – uns dois anos , foi o segundo homem que me envolvi na vida e pelo jeito eu não tenho sorte, os dois homens que me envolvi foram um merda.
— Isso significa a cicatriz na barriga? – eu pergunto para ela.
— Esquece essa cicatriz – eu falo para ela – não vai fazer diferença na minha vida e nem na sua.
— Você começa quando? – ela pergunta
— Amanhã pela manhã, uma família estranha mas muito rica – eu falo para ela – Italy o nome da vó da criança.
— Dizem que ela é uma bruxa – Fernanda fala – não só ela como a governanta e também o pai da menina, no final, resumindo a família inteira.
— E porque me disse para ir atrás da vaga?
— Porque eles pagam bem – ela fala – na vida precisamos fazer sacrifícios.
— Eu sei disso, já me sacrifiquei de mais – eu falo para ela.
— E os seus pais? – ela pergunta
— Eles morreram quando tinha 16 anos em um acidente de carro e depois eu fiquei sozinha – eu falo
— E o resto da família?
— Pouco conheci e os que conheci já morreram,a gente morava em uma fazenda meio isolada do mundo – eu respondo – estou cansada.
— Não volta mais para o bar?
— Não, se der certo o emprego não – eu respondo para ela.
Eu e Fernanda decidimos caminhar pelas ruas do Mexico ir em um barzinho e tomar algo, bebemos tanto que a gente sai rindo pelas ruas.
— Merda – eu falo e ela me encara
— O que foi?
— Esqueci minha identidade, preciso para amanhã.
— Sério? – ela pergunta – pega amanhã!
— Não, vou pegar hoje! Preciso ir cedo amanhã.
— Alexandra – ela fala
— Vai para casa que eu já vou – eu saio andando
— Alexandra – ela fala
— Eu já vou – eu falo
— Alexandra! – ela grita
E eu vejo uma luz e um barulho, eu olho para o lado vendo um carro caríssimo freiar em cima de mim, ele freia brutalmente e para a centímetros.
O homem desce de dentro do carro nervoso, eu olho para aquele homem saindo de dentro do carro e eu vejo que era o mesmo homem do bar, mas ele não me reconheceria por causa que eu estava usando mascara.
— O sinal está fechado para você passar, o que você acha que está fazendo? – ele pergunta indignado.
— Alexandra – Fernanda fala aparecendo – você está bem?
— Esse maluco não sabe dirigir – ele me encara – a policia deveria tirar sua carteira.
— Você que sai andando que nem uma louca sem olhar para os lados, isso é sem fundamento! Eu poderia ter te matado.
— Eu concordo – eu falo
— Alexandra – Fernanda fala encarando ele – vem, vamos embora!
— Não espera – eu falo
— Agora! – ela me puxa
— Escute sua amiga – ele fala
— Eu escuto se eu quero, aprenda dirigir, você não deveria nem ter carteira! – eu grito
O homem fica me encarando me afastar com Fernanda me arrastando pela rua.
— Vamos embora, sua louca!
Eu acordo no outro dia com o celular despertando, uma dor de cabeça horrível e desligando ele, mas me lembro que tinha horário. Me levanto rapidamente e me arrumo, queria trabalhar uns 4,5 meses, pegar um dinheiro e sumir do Mexico para onde eu ainda não sei, quem sabe tentar um teste na orquestra sinfônica.
Eu chego na casa de táxi após pegar minha identidade, eu entro e sou recebida por Katariny, a governanta.
— Vou mostrar o seu quarto – ela fala e me leva até um quarto que era enorme. – talvez não esteja acostumada com quartos assim, grandes e chicks – eu a encaro sorrindo
— Você que acha – eu falo – já fiquei em diversas suítes presidencial.
— Era garota de programa? – ela pergunta
— Não – eu respondo – eu mesmo pagava. Posso conhecer Alice? – ela me olha
— Claro, ela está te esperando!
Alexandra me leva até onde está Alice e me apresenta a ela, mas a menina somente me encara e não fala nada, ela me entrega a lista de todos os compromisso dela e as regras e o passo a passo de tudo como deve ser, era quase um manual gigante.
— Meu nome é Alexandra – eu falo – mas pode me chamar de Ale se quiser.
— Você é mais uma babá chata que meu pai contratou – ela fala me encarando – vai me maltratar que nem minha vó e Katariny?
— Jamais, estou aqui para cuidar de você!
— Todas dizem a mesma coisa – ela fala me encarando – eu não gosto de você.
— Você tem todo direito de não gostar de mim, na primeira impressão que você está tendo – eu fala
— Você não vai ficar muito tempo, Katariny arruma problemas com todas as babás – ela fala
— Quantos anos você tem? – eu pergunto
— 5 anos – ela fala
— Você é bem esperta e madura para sua idade.
— Qualquer criança que conviva nessa casa, amadurece rápido. Até mesmo você.
— Eu já sou adulta – eu falo e ela me encara e eu estreito os olhos para ela.