Capítulo 6

1176 Palavras
Capítulo 6 Ergo o olhar para a movimentação que faz em frente o baile, tá geral saindo quando vejo Corvo entrar, sem Rairine. — Tá esperando o que? Vai pra casa — aperto os olhos vendo meu amigo eufórico passar por mim — vai pra casa, Isis. — Cadê Rairine? — Já tá lá. Sobe pra ficar com ela! — O que tá acontecendo aqui? Por que mandou fechar tudo? — pergunto curiosa, o fato de Lobo nunca aparecer e aparecer logo agora, me deixa neurótica — Corvo? — Eu não to ligado, não me falou nada! Então melhor tu ir. Falo contigo depois! Em questão de poucos minutos o baile já estava vazio, tão silencioso que me deixou com medo de sair e subir sozinha depois disso. A porta do carro do lobo está trancada, e não dá pra ver nada lá dentro pelo vidro ser escuro demais. Já é madrugada, a onda da bebida já havia passado uns bons minutos, mas ninguém sai lá de dentro, nem mesmo Corvo. Minha mente teimoso e minhas pernas mais ainda começam a andar em direção onde havia um grande movimento minutos atrás, mas há somente uma luz acesa perto do palco improvisado que eles montaram. Olho para um lado do batente do camarote, a única movimentação que chama minha atenção é a de Lobo se deitando, posicionando seu rifle e ficando estático. Olho para onde está apontando a arma, e a única pessoa que permanece daquele lado, é o corvo. Espalmei meu short a procura do celular até me lembrar que havia deixado ele em casa, minhas pernas trêmulas demais pra correr atrás dele pra avisar, então meu único instinto foi tirar a atenção do homem que estava prestes a matar meu amigo. — Lobo! — gritei o mais alto que pude, Corvo chegou no batente me olhando sem entender nada e correu em minha direção. Vi lobo se levantar, posicionar a arma em outro ponto e eu quase desmaiei de ansiedade até corvo chegar perto de mim. — Ele não tá aqui, Isis! — corvo fala, calmo demais para quem estava com a cabeça na mira de um homem muito louco. — Ele está, e a gente precisa sair daqui agora. Tento puxar seu braço, mas ele automaticamente fica estático parado sem entender nada, e eu, como se uma bola de golfe estivesse entalada na minha garganta me impossibilitando de falar. — p***a Corvo, ele tá com sua cabeça na mira agora! Ele entendeu o recado, pois rapidamente se encarregou de correr e me puxar junto. As minhas pernas pareciam gelatinas sem me tirar do lugar, mas o primeiro disparo foi dado quando atravessou o vidro do carro do lobo, me fazendo assustar. — Corre, entra no carro! — corvo avisa — anda Isis. Ele não teria chance com Lobo, nenhuma. Até por que Lobo foi treinado pra isso. Mas eu não entendi até o presente momento o motivo de ele está fazendo isso. Corvo entra do lado dirigindo rápido, os pneus do carro derrapa quando ele começa a subir em alta velocidade. Minhas mãos trêmulas entrega meu nervosismo, e a euforia de corvo quase pode atravessar os vidros do carro. Ele desce, abre a porta pra mim e eu percebo que não estou na porta de casa. — Entra na boca, vou na tua casa buscar Rairine e trazer ela pra cá! Afirmo com a cabeça, mas meus passos param quando vejo tantos homens armados. — Abre a boca e já começa a falar, moreninha — com o cano da arma quase no meu rosto, o homem tenta me oprimir — qual tua ligação com Lobo, que foi só tu aparecer aqui pra cima e ele virar a cabeça? — Não conheço ele — tento não deixar transparecer que estou com medo — conheci há poucos dias quando me mudei pra frente da casa dele. — Tem certeza? — aceno com a cabeça confirmando — abre a boca que é melhor pra tu. Isis, né? To ligado que não é só isso, no dia que ele desceu o morro a ordem foi clara, pra tu ir pra casa dele. Que tal começar a falar o que viu lá dentro, já que ele nunca deixou nenhum aliado entrar e tu foi fácil pra quem não conhecia ele. — Nada demais — afirmo, o braço do homem não cansa de ficar suspenso com a arma apontada pra minha testa. — Qual foi, peixe — ouço a voz de corvo e meu suspiro de alívio foi de imediato — tá oprimindo a mina mermo? Corvo passar por mim, vendo que está sozinho levantou as sobrancelhas. — Levei Rairine na barreira, coloquei dentro do Uber e ela foi embora. Agora meu assunto é contigo mermo, lobo deu no pé, não tá no morro mais. Por que tu não foi embora na hora que eu falei pra tu ir? — Por que ele me pediu pra esperar, Corvo. O baile estava lotado e o pessoal foi embora em questão de segundos, não tinha ninguém mais lá dentro e ele estava demorando, quando vi você entrar, sabia que ia acontecer alguma coisa, por isso foi atrás. Se não fosse por mim, tu teria uma bala plantada no meio da testa agora! — desabafo, os homens presentes fazem parecer que o que saiu da minha boca foi uma ofensa. — Começa a falar, Isis — um, dois, três… sete homens presentes e todos eles com a arma virada em minha direção — o que tem dentro da casa dele? — Uma sala lotada de armas e munições! — Descreva! — o tom autoritário do homem me faz estremecer, olho para corvo na tentativa dele me livrar daquilo, mas ele n**a com a cabeça, acreditando também que eu tenho algum envolvimento com isso. — Eu não conheço armas, mas eram muitas. A porta tinha um dispositivo de senha e por ventura, ela estava aberta quando entrei lá — afirmei novamente — eu juro, não tenho nada a ver com isso, não conheço ele e não sei por que corvo ainda tá acreditando nessa conversa. — Por que ele não deixa ninguém entrar na casa dele, nenhuma mulher desse morro parece ser boa suficiente pra tá na cama daquele cara — engulo a saliva com dificuldade, lembro que noites atrás ele está me fodendo, da maneira mais suja possível — tu entrou na casa do cara, transou com ele que tá geral ligado já. E ele sempre querendo te proteger de qualquer bagulho, tanto que ia me dar um tiro nas costas e não queria que tu assistisse, né? — corvo pergunta, sério, e eu não reconheço mais o cara que eu chamava de amigo — não sei qual teu envolvimento com ele, mas vou descobrir. E quando isso acontecer Isis, espero do fundo do coração que pela consideração que sempre tive por tu, tu não esteja envolvida em algum k.o com ele. Mas por enquanto, tu vai ficar aqui, até eu descobrir onde aquele cuzao está, tu fica aqui na boca com nós.
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