nada

1400 Palavras
CAPÍTULO 14 EDWART - Eu não quero falar disso. Ergo minha sobrancelha, seu tom de voz saiu completamente diferente, mágoa, ela está magoado, alguma coisa aconteceu com ela no seu passado para que não deseje falar disso. - Eu respeito sua decisão. Ela caminha para minha direcção, sua mão toca o meu rosto suavemente. - Eu não quis ser grossa, desculpa. Ela diz justficando-se. - Não foi, tem o direito de não falar sobre coisas que a ferem. - Eu, eu... Beijo sua boca suavemente, para que ela pare de pensar por um momento. - Vamos aproveitar o nosso dia, nosso final de semana, sem aborrecimentos. - Boa ideia. Seu rosto volta a ficar iluminado, pega minha mão puxando-me para debaixo do banheiro. - Quer jantar fora? Lavo suas costas usando as minhas mãos, seus cabelos estão protegidos por uma toca, seus musculos continuam tensos. - Eu não quis aborrecé-la. Meus lábios tocam sua pele do seu pescoço. - Tudo bem Edwart, ainda é difícil encarar essa realidade dolorosa. - A morte do seu pai? Entrego-a uma toalha após sair do banheiro. - Sim, ele era tudo para mim. - Eu sinto muito. Ajudo-a a vestir uma das minhas camisas, seus olhos ainda continuam triste, mas sua expressão fácial esconde isso. - Vamos preparar o almoço, lanche, seja lá o que for. Atira minha cueca, visto-a rapidamente, sigo seus passos que levam-me até a cozinha. - Não fique ai sentado, venha ajudar-me. Ela diz para mim. - Eu não sei cozinhar. Justifico-me, caminhando onde ela encontra-se, entrega-me uma caixa de ovos. - Quebre os ovos. Ela mostra-me como fazer, rapidamente eu sigo o mesmo exemplo, colocando 6 ovos em uma tijela. - Bata desse jeito. Ela usa uma betedeira para ensinar-me, enquanto isso ela quebra outros ovos e usa um garfo para bater. - Corte um pouco de cebola e tomate. Dois tomates, e uma cebola, lentamente, eu faço o que ela ensinou-me, adiciono um pouco de sal, folhas de cebolinha, cheira muito bem. Ela ensina-me como fazer uma omelete e fritar batatas, agora eu sou um mestre de cozinha. - Eu vou abrir um restaurante. Ela sorri animadamente, beija o meu rosto, ela teve paciência comigo quando não conseguia fazer algo, sempre rindo distraída, ela é leve, transmite boas energias, meu coração enche de ar orgulhoso, alcanço seus lábios beijando-a. Minha. - Tudo bem? Ela sossurra no pé do meu ouvido. - Sim, tendo o prazer de aprender a cozinhar. Mordo seu pescoço suavemente, ela sorri, seus lábios beija meu peito. - Tudo bem, senhor cozinheiro, eu vou ensinar-te como fazer suco de frutas. Na despensa, ela dá dicas de como escolher frutas certas, corto em cubos e uso o liquidificador para fazer a mistura, de seguida coloco em um jarro. - Muito bom. Ela aplaude o meu trabalho, não foi muito, muito difícil, mas sujei a cozinha, muita louça. - Vamos comer. Acomodamo-nos no tapete da sala, ela preparou arroz de cenoura, salada de pepino, fiambre, perú assado. - Seus ovos estão deliciosos senhor Smith. Dou uma mordida no meu omelete, interessante, ela encosta as nossas bocas, inicialmente ela dá-me um selinho, de seguida chupa o meu lábio inferior. - Obrigada querida. - Disponha. SCARLET - Bom dia querida. Fecho o meu rosto com um travesseiro, eu não quero acordar. - Café ma cama. Comida? Tiro o travesseiro do meu rosto, rapidamente fico na posição sentada, ele ri da minha cara ao ver minha reação, o cheiro de ovos e linguiça chamam a minha atenção. - Preparou o nosso café? Franzo o cenho surpresa, ele aprende muito rápido. - Sim. Coma, em breve estaremos de saída. Anuncia, mordo um pouco dos ovos, ele lembrou que gosto de comer bolachas no café da manhã. - Obrigada, pelo café. Ontem, nos terminamos a noite passeiado pela cidade, aproveitando para ver um filme no cinema, eu nunca achei que ele fosse romántico, mesmo que ele negue isso, eu sei que ele é antecioso, carinhoso, prestativo, principalmente um bom ouvite. Meu. Ele é meu sem excepção. Meu. - Comprou uma moto? Pergunto animada, ele entrega-me um capacete com um sorriso no rosto, de imediato coloco na p***a da minha cabeça. - Pronta? Subo na moto, de imediato coloco a base dos meus pés no apoio da moto, minhas mãos estão em volta da sua cintura, segurando bem firme. - Vá com tudo p***a. Grito animada, eu vou andar de moto, não acredito nisso. Ele liga a moto, lentamente inicia a marcha, o vento bate o meu rosto, essa sensação é muito boa de sentir, vida, eu ainda estou viva, fecho os olhos, eu quero sentir isso, essa vibração, adrenalina. Meu corpo boma intensamente, eu estou viva p***a, esse vento, sol, ar, vida. Ele para a moto, estamos num aeroporto abandonado, muito espaço livre para correr. - Segure firme. Depois de certificar-me de estar bem segura, ele sai a toda velocidade, grito desfrutando dessa magia, mágico, meu coração acelera quando ele faz a curva, isso, isso foi épico. - Mais. Digo lambusando do meu sorvete, paramos em uma sorveteria a volta de casa, eu ainda sinto adrenalina estalado no meu corpo pedindo por mais, e mais. - Não, sua dose diária primeiro. Edwart diz para mim. - Depois nós voltamos? Eu pergunto a ele. - Depois brincamos de saltar corda e jogar futebol. Ele afirma. - Não me trata como criança, eu quero repetir. Eu digo para ele um tanto que chateada. - Próxima semana, quero levá-la para jantar. Morde minha bochecha, abro o maior sorriso que tenho, eu amo surpresas, especialmente dele. - Tudo bem. Beijo sua boca brevemente. - Edwart? Viro o meu rosto para olhar a mulher, seus cabelos loiros destacam a sua beleza, ela tem olhos cristalinos, muito lindos, sem dúvida ela é uma mulher encantadora. Ela está parada a nossa frente, ela parece surpresa de nos ver, infelizmente eu nunca a vi, não que me lembre - Oi, Carlotte, como vai? Seu tom de voz mudou drascamente, o que está acontecer aqui? - Eu não esperava lhe ver acompanhado em público tão rápido com outra mulher depois de tudo que aconteceu. Ela diz acusando-a. - Estou ocupado, foi um prazer vê-la novamente. Ele puxa o meu braço, seu aperto na minha mão é firme, ele está nervoso, ele está chateado, sem dizer uma palavra voltamos para o seu partamento, ele caminha rapidamente para o seu escritório. Eu não entendi. - Eu posso entrar? Bato duas vezes na porta, silêncio, viro o meu corpo saíndo de perto da porta, talvez ele queira ficar sozinho. - Tudo bem? Penny, entrega-me minha dosagem diária para tomar, balanço minha cabeça respondendo sua pergunta. - Quer que eu fique com você? - Não, curta sua semana livre, está tudo bem. Abro um sorriso, meus olhos estão focados na porta, talvés ele esteja a trabalhar, eu vou deixá-lo sozinho com os seus pensamentos. Encosto minha cabeça no apoio do sofá, fecho os meus olhos graduamente, eu preciso dormir um pouco e relaxar a mente, mas, quem era aquela mulher loira que deixou-o chateado? Acordo sobressaltada, alguém tocou-me, ao abrir os olhos vejo Edwart, seu semplante continua triste, por quê aquela mulher o afetou tanto? Quem é ela? - Desculpe-me por deixá-la sozinha. - Tudo bem. Edwart, encosta sua cabeça no meu peito, meus dedos brincam com os seus cabelos curtos fazendo-o cafuné. - Ela é a irmã da minha ex esposa. Sossurra tristeza, ele ainda está com dor. Algo mais aconteceu, a maneira como ela olhava para mim, o tom da sua voz, tudo está relacionado. Portanto, eu não quero pressionar, quando estiver pronto ele irá falar. - Não diga mais nada, eu vou cuidar de você sempre. Beijo o topo da sua cabeça, meu pai cantava uma música de mimar quando estava triste, ele dizia que ajuda aliviar a dor do coração. Baixinho, eu canto, eu canto lentamente - Feche os olhos, meu bem Não há nada que possa te assustar Nã há medo que te impeça de sonhar Feche os olhos, meu bem Não há nada que possa te assustar Não há nada que te impeça de sonhar Como penas bailando levemente no ar Cantarei docemente Nada vai te acordar. Até que ele durme. As vezes não precisamos fazer muito, apena ficar no silêncio e compreender o outro, nenhuma palavra é suficiente para definir dor, ele apenas precisa do meu querido silêncio.
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