NORA De todas as formas que imaginei minha morte, nunca cogitei que seria tão solitária. Eu endureço minha mandíbula, os nós dos meus dedos das mãos doendo devido à quantidade de murros que deferi contra a madeira. Estou sufocando meu medo, mas não sei se sou capaz agora que metade da minha energia se foi e continuo presa dentro dessa maldita caixa. A primeira lágrima tem um gosto amargo, mas, ainda assim, passo a língua entre meus lábios e capturo mais um pouco da água salgada, porque não sei quanto tempo ainda passarei aqui e preciso aproveitar cada vantagem. Puxo a maior quantidade de ar que consigo, mesmo sabendo que é inútil e burro. Eu deveria economizar Mas este é o meu fim, certo? Esse ar é o meu bem mais precioso no momento e quero fazer bom uso. Fecho os olhos, pensando em to

