NORA Minha língua desliza entre os lábios, desafio pinta sua expressão e se eu não estivesse deitada, precisaria de uma cadeira. Meu padrasto avança na minha direção com um objetivo e dane-se se não estou ansiosa para descobrir seus próximos passos. — O que vai fazer? — Com medo, boneca? — Não perco o tom divertido, meus olhos focados na máquina em sua mão direita. — Devo me preocupar? — Indico o aparelho na sua mão e o sorriso malicioso que pendura no rosto se alarga. A postura é de um lorde inglês, gracioso e voraz. — Eu usei a palavra castigo, boneca. Você vai odiar antes de gostar. — Sua mão alcança meu pé esquerdo e ele retira o tênis, não estou usando meia então ele só pula para o outro pé. É inútil lutar contra seu toque, impossível quando eu nem sequer quero fazer isso. Em

