NORA Cruzo a porta que liga a garagem a cozinha e subo pela escada principal, não ouço seus passos e concluo que ainda esteja parado, pensando na esposa em coma. Aquela que ele nem se importou em perguntar se estava bem. No quarto, retiro as peças de roupa com raiva, minha e do universo. Sou uma mulher e não uma menina, tenho ciência que meus atos geram consequências e sempre fui a mais centrada entre minhas amigas, como posso, de repente, sentir atração pelo marido da minha mãe? Ele me surrou, deixou suas digitais em mim, manchou a relação que tínhamos e o que faço em resposta? Fico excitada com seu cheiro! Sigo para o banheiro, deixando que a água do chuveiro esquente ao ponto de fazer minha pele arder. Perco a noção do tempo e só saio quando estou sensível ao toque, toda vermelha. Nã

