NORA Você e eu não é errado. A frase flutua entre nós como uma bolha de sabão, daquelas grandes que você julga inofensiva, mas acaba estourando e fazendo os olhos arderem. Eu costumava sorrir na companhia dele, não o oposto. O que diabos nós fizemos? — Hey, não pense tanto, boneca. — Seu polegar escorrega por minha bochecha e limpa a lágrima. — Eu nunca vou te forçar a qualquer situação, tire a culpa das costas. Uma mentira. Uma ilusão. É isso o que ele quer. Fecho os olhos em um momento de indecisão, mergulhando na escuridão da minha cabeça e inalando o aroma natural dele. Isso foi um erro. Um erro que anseio em cometer novamente. A grande questão é que estou presa na moralidade das minhas ações, conceitos da sociedade e dogmas da igreja. Respiro fundo. — Eu me confessei ao padre

