NORA As coisas parecem distorcidas, estranhas, quero dizer, elas parecem pior agora do que essa manhã e tudo é devido ao segredo que eu não deveria saber, mas acabei descobrindo sem querer. Estou a cinco passos da saída quando ouço o barulho de pés batendo firme contra o chão. Eles estão voltando. Tudo parece ocorrer em câmera lenta, como se o tempo estivesse me dando o tempo necessário para processar as informações antes de lidar com eles. Com ela. Mas o tempo não é tão legal assim, então quando Isadora cruza a pequena sala e se planta bem na minha frente, eu tento agir o mais natural possível. Suas bochechas, nariz e olhos estão vermelhos. — Obrigado. — enrolando meus dedos dos pés dentro da bota, eu tento sorrir. Eu falho. Como ela conseguiu guardar isso para si todos esses anos

