NORA Eu não prevejo o golpe até sentir meu celular sendo arrancado das minhas mãos e arremessado longe. Pisco aturdida por um segundo, então a raiva alcança meu cérebro e a vida ganha sentido novamente. — O que está fazendo!? — Tobiah olha-me contrariado, estendendo o próprio celular na minha direção como se não tivesse acabado de detonar o meu. — Seu celular não era seguro. — E o seu é? — Não tem rastreador. — Esclarece, pegando a minha mão e colocando o aparelho desbloqueado nela. — Ligue para ele e diga que está segura, mas não informe a localização. Bufo. — Como eu poderia informar algo que não sei? Aliás, onde estamos e por que não quer que Zé saiba? — Ele não confia em mim. Eu não confio nele. — Simples assim, ele fala e vira as costas para começar andar na direção da casa.

