NORA Enrolada dos pés ao pescoço, passo a corrente fina que encontrei no túmulo de Ari entre meus dedos. O pingente em formato de coração brilha mesmo na escuridão do quarto, na verdade, não é um coração completo, apenas a metade de um, a outra parte se encontra no meu pulso, pendurado a minha pulseira. Um diamante. Demorei para pegar a joia entre as flores após descobrir o que era, porque, sinceramente, não faz o menor sentido. Essa é a mesma pulseira, o mesmo nome entalhado na parte interna, a mesma falha próxima ao feixe que ela enfatizou ser o toque de originalidade primordial, só que não é possível. Ariel me disse que a perdeu dois anos atrás. Então, como isso é possível? Acabo caindo no sono, acordando com mais de cinco ligações perdidas de Saulo, praguejando ao perceber que fure

