NORA O ponteiro marcava cinco da manhã quando fui acordada por mãos quentes e ásperas, de início achei se tratar de mais um sonho, mas quando o aroma conhecido chegou as minhas narinas e o corpo masculino se encaixou ao meu, abri um olho e olhei o relógio. Era tarde para que a desculpa de reunião fosse usada, então girei o corpo e alinhei os nossos rostos. — Onde estava? —Indaguei, percebendo as suas pupilas dilatadas. Ele suspirou, mas manteve o olhar preso no meu quando escovou o cabelo e enrugou o nariz. —Estava com Cecília? —A pergunta sai com facilidade, desmontando toda a torre de segurança que construí e um sorriso preguiçoso brinca nos seus lábios. Arrependo-me na hora. — Você não gosta muito dela, não é? —Ousa perguntar, passando a ponta do dedo ao londo do meu nariz e apertand

