NORA O restante do show passa rápido. A banda atende alguns pedidos dos fãs e Tália se empolga quando o vocalista rasga a camisa de botões e mostra a tatuagem de dragão no peito. — Queridos, a música que vamos tocar agora é especial, foi escrita por mim e é a primeira vez que a tocaremos para um público. — O baterista fala, passando a mão pelos fios negros e molhados de suor para trás. — Vocês são especiais. — Anuncia, arrancando gritos e suspiros dos seus admiradores, a voz três oitavas mais lenta. — Gostando do espetáculo, boneca? — Tremo, as pernas querendo ficar bambas. — O quê? O gato mordeu sua língua, princesa? — Sussurra contra minha orelha, soltando uma risadinha desdenhosa e mordendo o lóbulo em seguida. Viro lentamente, olhando-o de cima para baixo. — Zé? — Inclino a cabeça

