Capítulo 09: A Sociedade vampirica

1600 Palavras
A sociedade dos amaldiçoados é tão estruturada quanto qualquer instituição mortal, se não mais. Diversos cargos, títulos e responsabilidades circulam entre os escalões mais elevados, e essas posições conferem grande poder, embora sempre venham acompanhadas de uma dose de perigo, uma vez que aqueles que estão dispostos a abalar as bases da estrutura de poder de um m****o costumam visar os portadores de títulos mais destacados. O quadro hierárquico descrito a seguir refere-se fundamentalmente aos MEMBROS da seita conhecida como Camarilla. Como defensora da Máscara e preservadora das antigas tradições de poder, a Camarilla determina os criterios da interação vampirica. Os vampiros podem aderir ao modelo da Camarilla ou desfiar-se dele desafiadoramente, mas não podem simplesmente ignora-lo. Os membros que se colocam inteiramente fora da p******o da Camarilla costumam seguir tradições bastante diferentes, mas isso discutiremos mais adiante. O Príncipe: É o representante da Camarilla na cidade em que o Elísio (local onde o príncipe é encontrado) esta instalado, e é de onde o príncipe governa. É o vampiro que tem poder suficiente para manter o domínio sobre a sociedade, codificar as leis e manter a paz. Em geral, este cargo é exercido por um ancião; afinal, que senão um ancião tem o carisma e o poder necessários para exercer domínio sobre uma metrópole. Em alguns vilarejos, os vampiros jovens podem estar aptos a reivindicar o domínio, mas suas reivindicações raramente são respeitadas pelos círculos sociais da cidade. De vez enquanto, circunstâncias estranhas colocam vampiros mas jovens em posição de governar cidades, mas poucos desses "novos-ricos" são capazes de sustentar seus títulos quando um ancião aparece. O titulo de "príncipe" não passa disso, um título dado para formalizar a função, seja ela exercida por um homem ou por uma mulher. Não existem dinastias de vampiro governando cidades por séculos, nem ascensões hereditárias. As vezes um príncipe pode ser chamado por títulos mais condizentes com a região que ele governa como "barão", "sultão", "duque", ou menos formalmente, como "chefão". Os vampiros estudiosos do assunto, que pesquisaram a origem do termo acreditam que ele tem raízes na idade das trevas, quando era usado para identificar os lordes proprietários das terras, e consolidou-se como termo de referência após a publicação de "O Príncipe", de Maquiavel. O príncipe não reina sobre a cidade; sua posição se assemelha mais como a de um supervisor ou magistrado do que a de um monarca. Ele é o arbitro nas disputas entre os membros, a autoridade absoluta nas tradições no que se refere a sua cidade e o defensor da paz. Acima de tudo, o seu interesse é a Máscara e a sua preservação. Se isso significa limpar sua cidade do Sabá ou simplesmente manter os elementos mais agressivos sob um rígido controle, depende apenas dele. As Vantagem do Principado Direito a Progênie: Apenas o príncipe tem total liberdade para gerar progênie. Os demais vampiros que desejam ser senhores devem primeiramente obter sua permissão ou arriscam a própria destruição quanto a de sua criança. O príncipe pode negar este direito a qualquer m****o que o tenha desafiado; ao mesmo tempo, que pode ser senhor quantas vezes quiser, afim de garantir seguidores mais leais. A maioria dos príncipes são relutantes em conceder seus súditos a permissão para se tornarem senhores. Isso se deve em parte à paranóia, em parte as meras considerações de espaço. Afinal uma cidade superlotada é um risco para a Máscara. Proteção dos Anciões Primigênie geralmente apóia seu príncipe na medida em que ele mantém a ordem, preserva a Máscara e protege a cidade durante os períodos de problemas, como por exemplo, invasões de lobisomens ou ataques do Sabá. Poder Politico: Dentro da Camarilla, um príncipe pode espera ser ouvido pela maioria dos anciões e desfrutar de mais status do que a plebe. Em quase todas as reuniões, ele é tratado com bastante respeito. Controle sobre o domínio e sobre quem entra nele: Segundo a Quinta Tradição, o príncipe pode exercer seu poder sobre aqueles que entram em seu domínio, que compreende a região ou cidade inteira. Segundo a mesma tradição, os vampiros recem-chegados, sejam turistas ou membros que desejam ali residirem, devem se apresentar ao príncipe, que pode punir o m****o que faltar com essa tradição. Alimentação: O príncipe pode restringir ou limitar as áreas de alimentação para outros vampiros por inúmeros motivos, sendo o principal deles a p******o a Máscara. Isso frequentemente afeta onde os membros podem se alimentar (exemplo: "nunca nas zonas de meretrício" ou "evite o Hotel Clermont") ou quem podem ou devem atacar (exemplo: "o clero e as crianças não devem ser tocados"). Desobedecer essas ordens pode ser muito perigoso, uma vez, que o príncipe pode punir violadores da Máscara. Poder sobre os inimigos: Segundo a Sexta Tradição, o príncipe pode convocar uma Caçada de Sangue contra aquele m****o que descumprir com as regras. Ele não pode m***r a vontade (a p******o dos anciões pode desaparecer inconvenientemente se ele ultrapassar seus limites), mas se ele determinar que seu inimigo transgrediu uma ou mais tradições, o príncipe esta perfeitamente dentro de seus direitos para puni-lo. Naturalmente, o que constitui uma v******o da Tradição pode ter um conceito bem maleável de acordo com o poder do príncipe. Outros Membros Importantes A Primigênie: A Primigênie formada por anciões de cada clã da cidade. Eles são os conselheiros das reuniões com o príncipe para decidirem assuntos importantes, seja sobre a cidade, ou para resolver assuntos da Camarilla. Geralmente, cada clã tem um representante, mas em algumas cidades o príncipe recusa-se a permitir que um determinado clã tenha um m****o nesse conselho de anciões. Teoricamente, um m****o da primigênie representa seu clã diante do corpo político dos anciões, porem, na pratica ela é um "clube dos velhinhos" e uma toca incestuosa de traição e bajulação. O termo primigênie se refere tanto aos membros individuais como a todo o grupo. Eles se reúnem de acordo com os desejos do príncipe. Em cidades com príncipes poderosos ou tirânicos, a primigênie pode não passar de um grupo de meros figurantes, enquanto em outras cidades o príncipe governa exclusivamente devido ao capricho do conselho ancião. Deve-se observar que o príncipe não representa seu clã na primigênie. Embora alguns membros digam que o fato de haver duas pessoas do mesmo clã envolvidas na estrutura política pese os fatos em favor daquele clã, ninguém está realmente em posição de mudar isso. Xerife: A maioria deles são indicados pelo príncipe e aprovados pela primigênie. Embora as atribuições do cargo possam variar de cidade para cidade, a sua principal função é atuar como o braço direito do príncipe, o vampiro que arrasta os ofensores até a corte, mantém a ordem nas ruas, e geralmente esta pronto para "dar uma forcinha" nos assuntos de estado. Ele pode também selecionar delegados, o que geralmente exige a aprovação prévia do príncipe. Harpias: Estes membros orgulham-se de ser os administradores sociais do Elísio. Eles negociam com fofocas e manobras sociais, e o status é a sua moeda. Com as palavras certas ou erradas a um príncipe, eles podem constituir ou destruir o lugar de um vampiro numa cidade. Essa posição raramente é estabelecida de uma vez com o passar do tempo, aqueles com talento para serem Harpias tendem a ficar no topo. A maioria não se impressiona com bravatas e demonstram uma notável percepção da natureza vampírica. Desafiar uma Harpia pode assegurar um lugar no degrau mais baixo da escada do poder pelos próximos anos. Secretário: A Primigênie ocasionalmente mantém secretários que funcionam como seus assessores. Não muito diferentes dos secretários nos governos mortais, seu trabalho é coordenar e encorajar as discussões e decisões durante os encontros dos clãs, e manter o clã atualizado quanto aos feitos de sua primigênie. Senescal: Esta é uma posição que muitos príncipes gostariam que não existisse, mas as vezes é necessária. Um príncipe descreveu a adição dessa posição como algo semelhante a escolher qual faca colocar em sua garganta. Ser um senescal significa ser um mordomo, um segundo no comando e um conselheiro do príncipe. A qualquer momento, ele pode assumir o lugar do príncipe quando este sai da cidade a negócios, renuncia ou é assassinato. Naturalmente, um príncipe deseja ter a autoridade final quanto a esta posição tão importante, e muitos tem lutado incessantemente com suas primigênie sobre esse assunto. Essa é, muitas vezes, uma posição perigosa. Zelador do Elísio: O zelador tem o comando sobre o que se passa no Elísio. Um Toreador que deseja exibir seu último trabalho, um Tremere que pretende dar uma conferência ou um Brujah programando um debate sobre a política do príncipe: tudo deve ser combinado as claras com o zelador, que pode cancelar ou aprovar um evento com intuito de preservar a Máscara. O zelador é responsável por assegurar que os mortais não entrem na área durante os eventos no Elísio e cuida também para que eles ocorram calmamente. A maioria deles é indicado pelo príncipe, frequentemente com a certeza de que sua nomeação é condicional até que suas qualificações sejam aceitas pela coletividade. Algoz: A medida que as noites se tornam mais violentas e se enchem de Membros desconhecidos, alguns príncipes ressuscitaram este antigo cargo. Os algozes patrulham os limites da cidade, procurando e frequentemente destruindo os recém-chegados que não se apresentaram ao príncipe. Os Caitiff, assim como as crianças da noite de Décima Terceira, Décima Quarta e Décima Quinta geração, tem muito o que temer. Em alguns casos, mesmo quem segue estritamente o protocolo acaba se tornando vítima dos algozes, quando os príncipes reagem ao medo da superpopulação e da espionagem. Existem alguns poucos algozes que são assassinos Assamitas contratados pelos príncipes.
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