Capítulo 6

1884 Palavras
Alguns dias depois... Marciana As crianças estão cada dia mais sábias e com uma evolução impressionante. Me sinto bem em vê-las recebendo um tratamento melhor, que pode melhorar o desenvolvimento delas e assim fazer com que sejam crianças bem sucedidas e independentes. — Tia Marciana, quando eu crescer eu vou querer ser igual a senhora. Bonita, inteligente e que faz sempre a gente rir. A senhora quer ter filhos? — A garotinha que fala é Maria, uma doce menina que hoje completa seis aninhos, ela é a única criança com quem eu sinto feição por aqui. Amo todas as outras, mas ela é especial pra mim, não sei explicar bem o porquê. Mas como eu digo pra ela que eu sou uma prostituta? Pera aí... eu não sou uma prostituta! — É claro meu amor, quero ter um filho, mas não agora. Hoje é o seu aniversário, onde quer ir comemorar? — Pergunto suspendendo ela em meus braços e a vendo sorrir. Desde que Maria veio para esse orfanato que eu a conheço, desde o primeiro momento que meus olhos a viram eu senti algo de diferente nela. Ao passar dos anos eu só tenho me aproximado cada vez mais da garota e isso acaba me fazendo ter um coração mole. — Madri, a senhora permite que eu leve Maria para passear hoje? É o seu aniversário e ela vai ficar muito feliz se a senhora deixar. — Madri é bem rígida mas tem um coração mole quando o assunto é a Maria, segundo ela eu deveria adotar essa garota mas sem chance, eu não tenho condições emocionais para cuidar de uma criança, eu a amo demais, mas eu vivo m*l comigo mesma quase todo tempo, não tenho saúde mental pra isso, não mesmo. — Claro que eu permito, mas com uma condição! —E qual seria essa essa condição? — Hoje virá um casal aqui para adotar uma das crianças e Maria terá que estar aqui também, você me entende, não é querida? — Eu fico triste em pensar que algum dia Maria poderá ficar longe de mim, ela é a única pessoa que consegue me fazer feliz nos dias tristes e sem vida para mim. — Tudo bem, a gente bem antes do pôr do Sol, Madri. — Sorri, mas sentindo uma enorme vontade de chorar. — Tudo bem, Marciana. Não esqueça que ainda precisamos conversar. — Sim, Madri, eu sei. — Todas as vezes as conversas são sempre para me dar sermões, mas hoje eu não estou nem um pouco afim de ficar ouvindo ninguém me dando lição de moral. Levei Maria a vários lugares legais, ela curtiu muito durante o dia todo, e eu me senti a pessoa mais feliz naquela tarde com ela. Somente nós duas. — Não sabia que você tinha uma filha. — A voz rouca do homem alto e completamente gostoso me assustou, mas eu continuei não me importando e segui como se ninguém além de Maria estivesse perto de mim. Maria estava tomando um sorvete e por incrível que pareça Madson estava logo mais a frente com uma mulher sentada em seu colo, suponho que seja alguma namorada. Deus queira que seja, assim ele não me inferniza tanto mais. — Eu não tenho, ainda. Ela não é minha filha, mas… eu não te devo satisfações. Afinal de contas, está me seguindo agora, Michael? — Com certeza não. Tenho coisas mais importantes para fazer ao invés de ficar te perseguindo, como é seu nome mesmo? — Então pode ir fazer suas "coisas" e é melhor não ficar conversando comigo, sua mulher pode ver e pensar m*l. E pode me chamar de "não fode", gostou? — Certo! Não fode, posso te fazer uma pergunta? — Eu adoraria saber o que seria a pergunta, mas sinceramente não me interessa. — Tia Marciana, Madri disse que temos que voltar antes que anoiteça. — Putz, se ela não me dissesse eu esqueceria completamente. Viajei no tempo reparando nesses músculos maravilhosos, achei o colírio perfeito pra minha cegueira. Quando estava abrindo a porta do carro vi Madson se aproximando rápido da gente, mas eu estava sem tempo pra conversas, ainda mais sobre coisas não importantes. Dei-lhe tchau, pus o cinto na Maria e partimos. — Marciana qual foi o nosso combinado? Sempre que me pede alguma coisa e eu a cedo você acaba me decepcionando garota. — Madri nunca foi um doce, mas esses últimos meses ela está mais rígida, como se quisesse me impedir de vir aqui. — Mil desculpas, Madri, a gente se empolgou e esquecemos dos compromissos de hoje, na verdade, eu esqueci. Não irá se repetir novamente, juro. Ela não disse mais uma palavra e levou Maria para dentro do seu quarto, onde ela ficava com mais duas crianças. Me sinto péssima por ter deixado isso acontecer. Sentei e esperei a Madri voltar, eu preciso falar que não vai se repetir e se não fosse por Maria eu nem viria mais aqui. Não é nada legal esse lugar, as pessoas não têm nada de gentis ou amorosas, a maioria é arrogante e rígida. — Marciana, eu preciso falar com você sobre um assunto delicado. — Podemos fazer isso depois? Eu não estou muito bem hoje, Madri. — Realmente eu não estou nada bem há muito tempo, mas nesses últimos dias eu estou bem pior. — É sobre a Maria. Mesmo não a encontrando aqui, já tinham vindo outras vezes antes e desde o primeiro momento se interessaram nela. Ela vai morar com ele daqui a alguns dias, Marciana, não te disse nada porque não queria te ver mais triste, sei que sua vida não é fácil. Mas, Maria precisa de um lar e os dias se adaptando com eles serão essenciais para a decisão de ambos. — Essas foram as únicas palavras antes da mesma me dar um tapinha no ombro e se retirar, sem dizer mais nada. Eu poderia sim adotar ela, mas eu não faria isso com ela. Precisaria provar muitas coisas que eu sei que não sou capaz. Não posso dar o amor que ela merece receber, ela vai estar bem e feliz com os pais dela. E lá se vai mais uma parte de mim. A imagem do Michael não sai da minha cabeça, aqueles braços musculosos, a barba cerrada e perfeita e o olhar... aqueles olhos verdes que deixariam qualquer uma de xoxota no puro delírio. Céus, ele é casado, eu não posso dar brecha para meus pensamentos indecentes, mas não seria nada m*l se eu tropeçasse e caísse em cima do que eu suponho que seja enorme e quando… — chega, Marciana! — me repreendi e tirá-lo dos meus pensamentos. Michael — Vamos começar porque não estamos aqui para perder tempo. Sabemos que as coisas aqui na empresa não estão nada bem, vocês estão trazendo seus problemas pessoais para serem resolvidos aqui dentro e isso afeta a todos os outros. Reuniões são sempre uma dor no saco, às vezes dá vontade de mandar tudo para o alto e sumir. Mas aí eu lembro que não tenho motivos pelo qual fazer isso, minha vida infeliz não me permite isso, nem tenho outro motivo para querer mudar no momento. — Pedimos imensas desculpas e não iremos mais repetir. Há alguns meses eu venho percebendo que estão desviando dinheiro, e não é pouco. Os nossos sócios não estão contentes com nosso trabalho e também estamos ameaçados a perder alguns contratos. — Bernardo é o melhor contador que eu conheço, ele é bem sábio e nada me tira da mente que Mab tem alguma coisa haver com isso. — Resolva isso, por favor, Bernardo. Descubra quem é o destinatário e depois me entregue todos os detalhes. Precisamos resolver isso a tempo, antes que isso aqui vá ao chão novamente. Todos estão dispensados por hoje, se eu ouvir alguma reclamação sobre qualquer coisa que não desrespeito a empresa, será demitido! Estou de saco cheio das irresponsabilidades de alguns e estou cansado desse tipo de ação também. O sol já se pôs e eu não tive tempo de sentar pra pensar em nada. A Mab deve estar metida nessa merda, há alguns dias atrás vi algumas mensagens dela com um estranho sem nome, conversando sobre me passar a perna, nos negócios da gente mesmo. Antes que ela o faça quem irá passar ela sou eu, tanto profissionalmente como bom marido. Quando tirei o carro da garagem para entrar no trânsito quase bato em outro que estava à minha frente, só não imaginei que era a paranóica que estava na minha frente. Furiosa ela desceu do carro e bateu no vidro da minha janela, porém, o vídeo é fumê e ela não sabia quem estava dentro. — Qual é, cara. Você não olha pra frente não? Poderia ter me matado! — Ela gritava enquanto batia forte contra o vidro. — Mil desculpas! Se fez algum estrago no seu carro mil perdões e pode ficar tranquila que eu pago o conserto. — Abaixei o vidro e ela então percebeu quem estava dentro. — Eu não quero nada seu, só quero que preste mais atenção quando estiver dirigindo. Poderia ter me matado ou algo pior. — Também não é para tanto, e o que você iria estar fazendo fora do carro em um trânsito? Você é surda que não ouviu as pessoas buzinando? — Respondi calmamente tentando não ficar mais puto do que eu já estava. — Olha aqui, Mariana você preste mais atenção, pois o sinal já abriu e eu não tô afim de ficar esperando a sua boa vontade de entrar nesse c*****o, então faça isso antes que eu passe por cima de você e a mate de uma vez por todas, só assim você cala essa boca. — É, Marciana seu imprestável! — Ela me mostrou o dedo do meio e após perceber que estava sendo "ameaçada" por várias pessoas resolveu entrar na droga do carro e finalmente foi embora. Cheguei em casa não vi sinal algum da minha mulher, logo hoje eu vim disposto a f***r ela até não ter mais forças pra nada. Não seria legal eu aparecer novamente no trabalho da Marciana, ela com certeza iria pensar algo sobre mim. Mas, não posso negar que eu estou pouco para f***r ela de um jeito inexplicável, os lábios carnudos e rosados dela ficaram marcados na minha mente, se ela xinga tão bem imagino que um boquete dela não seria nada m*l também. Vestir um na roupa não muito elegante para não parecer um i****a, com certeza ela iria tirar sarro da minha cara, se é que ela vai estar lá hoje e se tiver vai olhar pra mim. No dia em que estive lá pude ver que ela era muito desejada por vários, mas não se interessou por nenhum deles, talvez eu tivesse ido mais além aquela noite assim eu não estaria com esses pensamentos sobre ela, com essa curiosidade em saber como ela fode, se ela fica sensual quando estar gemendo ou não. A entrada da boate já é um convite para o prazer, convite esse que já me deixa de p*u duro só em pensar nela subindo de descendo naquele ferro prata, ou pole dance, como preferem chamar. Não importa o nome, eu só quero vê-la em cima daquilo e rebolando para mim.
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