Andre deixou a cabeça cair contra o meu ombro; não respondia nem se mexia, e no outro braço Sasha continuava a espernear e a gritar. Eram como dois extremos. Ainda não sei como consegui carregar os dois e não nos matar a todos numa queda absurda. Isso teria sido a ironia final. Mas consegui, de uma forma ou de outra, e o meu corpo doía mais do que nunca; até sentia puxões horríveis em partes do corpo que deviam estar perfeitamente saudáveis. Seria o poder da sugestão, do medo? Naquele dia aprende-se muitas coisas sobre o terror. Quando cheguei ao rés do chão, parei de repente ao ver a porta da frente aberta. Também havia roupa no chão — uma camisa axadrezada, calças de ganga… mais adiante, no alpendre, uma camiseta. Algo rastejou debaixo da minha pele ao pensar que outro monstro pudesse

