A pessoa em questão estava perto da porta dos fundos, bloqueando meu caminho. Ele tinha entrado pelo portão, talvez seguindo o rastro das marcas do jipe. Era um homem alto, e era evidente que era bem constituído, com cabelo muito preto, e embora o usasse curto, ele o penteava para trás com gel. O rosto era moreno, latino, com traços afiados, e tinha a sombra de uma barba recém-feita nas bochechas. Usava óculos escuros, com um modelo que me lembrava muito óculos de policial, e um sobretudo longo quase até os tornozelos, uma espécie de casaco cinza-escuro. Parecia um mafioso, se eu for sincera. Enfim, esse cara estava ali, e a primeira coisa que eu senti vontade de fazer foi gritar; de repente essa necessidade era mais forte do que o desejo de correr por medo de que ele pudesse ser alguém p

