Sorri inevitavelmente. Enquanto lavava a mamadeira, perguntei: — Você está com fome, Andre? Ele parou de rir e ajustou a irmã nos braços. Percebeu que eu estava na pia e se aproximou de onde eu estava. — Um pouco, eu poderia comer — Respondeu ele, fazendo o papel de durão. — Tudo bem, já vou preparar — Falei, sorrindo internamente com o quanto ele se parecia com o pai. — Seu braço está melhor agora, Han? Dói muito? Não mentir para ele me pareceu ridículo. — Não, querido, não dói tanto mais; agora vou cuidar dele. Graças ao seu pai. Sinto um pouco de desconforto quando me mexo, mas vou ficar bem... tive muita sorte. Pareceu que Andre gostou daquela explicação, porque assentiu e suspirou, aliviado. Coitadinho. Eu o entendia se preocupar comigo; afinal, eu não me preocupava com ele?

