Ele passou alguns segundos olhando para as palmas das mãos, indeciso. Eu não quero parecer sabichona, mas eu conseguia adivinhar o que ele estava pensando naquele momento, especialmente com aquele gesto derrotado. Eu não consegui soltar uma única palavra mesmo assim, e ele continuou: — Não tem nenhuma grande ciência por trás disso, só uma hipersensibilidade que está complicando as coisas. O ponto é que agora que eu estou ciente disso, eu consigo controlar. Saber ou não saber nunca teria feito diferença para você, porque depende de mim em primeiro lugar — Ele olhou para mim novamente e fechou os punhos sobre os joelhos. Eu finalmente encontrei a maçaneta e puxei para o lado, dobrando as portas ao meu redor — Eu sei que não é a melhor maneira de expressar, mas… — É a explicação mais patét

