A parte mais difícil de analisar a bagunça de pegadas que eu mesma tinha pisoteado era lembrar das pistas que o meu pai havia me ensinado a interpretar nos desenhos no chão. Tirar todas as informações relevantes da minha mente sobrecarregada exigiu esforço, mas lentamente tudo o que eu estava vendo começou a fazer sentido. A neve estava suja e revirada — eu percebi que alguém tinha caído ali. Alexander. E talvez Rex também. Daquela neve espalhada, estendiam-se impressões borradas de mãos e pés. Depois, só pegadas se afastando. Eu caminhei devagar, mantendo-me afastada das pegadas para não contaminar a trilha com as minhas próprias. Do local da explosão, as pegadas seguiam na direção da borda sem cerca da propriedade, rumando para a floresta e a montanha. Dois pares de pés. Não. T

