A minha primeira prioridade era manter André ao meu lado. No que mais eu ia pensar? Sair da serraria também era uma necessidade primordial, mas cuidar da criança importava mais para mim. Enquanto avançávamos pelo corredor, os rosnados ferozes de Álvaro ainda podiam ser ouvidos ao longe, junto com um ou dois golpes surdos batendo contra a porta gradeada. Eu fechei os olhos com força por um momento, respirei fundo e apertei a mão do pequeno menino-lobo com mais força entre as minhas, forçando-o a andar rápido e sempre à minha direita. Mais uma vez eu tomei consciência da dor no ombro e nas costas, as feridas latejando na minha carne, mas eu não podia lidar com aquilo até estar em uma posição mais segura. Uma parte de mim já sentia que eu nunca mais teria paz na vida. Afinal, quem teria,

