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868 Palavras

ALINE NARRANDO Estava sentada em um sofá de braços cruzados no camarote do baile, enquanto ele fumava, bebia e jogava truco com outros traficantes. Meu corpo doía em cada centímetro da pele, lembranças do que ele tinha feito comigo. Eu estava sendo obrigada a estar ali, e ele me vigiava pelo canto dos olhos, sempre atento a qualquer reação minha. Lá embaixo, um monte de mulheres se insinuava para ele, rindo alto, jogando olhares provocantes. Eu sabia que aquilo o agradava, sabia que ele gostava da submissão delas, do poder que exercia sobre cada uma. O sorriso dele para elas me embrulhava o estômago, mas eu não demonstrava. Eu tinha aprendido a esconder meus sentimentos, a guardar minhas lágrimas para quando estivesse sozinha. O som do funk explodia no salão, misturando-se com o cheiro

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