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908 Palavras

ALINE NARRANDO Eu precisava deixar uma nota mental: em algum momento, eu teria que ir ao médico e me consultar. Passei quatro anos apanhando, e nunca sequer fui ver como estava meu estado por dentro. O que será que teria ficado de sequela? E se tivesse algo errado e eu nem soubesse? Sacudo a cabeça, tentando afastar esses pensamentos. Pegando um ar? - A voz de Cláudio, avô de Carlos, interrompe minha linha de raciocínio. Ele se senta ao meu lado no banco da varanda. Está bastante quente lá dentro - respondo, observando as luzes da fazenda se espalhando pelo quintal amplo. Minha bisneta gosta muito de você - ele diz, com um tom suave. - Fico feliz. Para ela, você é como o papel materno que nunca teve. Engulo seco. Essas palavras mexem comigo de uma forma que ele nem imagina. Meu peito

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