Loren Casterra O abrir e fechar de meus olhos se tornava uma tarefa cada vez mais trabalhosa. O desanimo e a vontade de desistir me abraçavam como verdadeiras amigas, me oferecendo tudo o que eu desejava. Foi naquela languidez taciturna que eu me lembrei da madre Madalena e de uma pergunta da qual não havia entendido a resposta. Não importa quanto tempo se passe, eu nunca esquecerei de Madalena. Eu ainda era menina quando ela havia falecido. Como esquecer daquela aberração horrenda? Ela era uma madre pecadora, castigada com várias lepras. Vivia isolada em seu quarto, mostrando apenas as mãos deformadas pelas feridas, o rosto estava sempre coberto por lenços. As meninas diziam que ela não tinha nem mesmo nariz. Nunca consegui imaginar uma pessoa sem nariz. Eu odiava quando era a minha qui

