Percebendo a tensão crescente, Bruno interveio.
- talvez haja um equilíbrio entre amor e obrigação. com um sorriso forçado ele não a provocou, apenas tentou amenizar o conflito entre ela e sua família.
Lorenzo por sua vez já esperava esse comportamento protestante de Elisa, ele apenas ignorou o comportamento dela e se levantou da mesa de forma sutil, respirando profundamente. - o casamento é um tema complexo, discutiremos em breve os detalhes.
Bruno se levanta em seguida olhando para o relógio novamente.
- compreendo e concordo plenamente.
Elisa ainda sentada, suspira derrotada chamando a atenção do homem a sua frente, ela não imaginava que ficaria tão desconfortável com toda essa situação durante o jantar.
- eu preciso refletir sobre isso.
Bruno, no entanto, parecia estar compreendendo, ele queria possui la logo, torná-la sua esposa o mais rápido possível.
- agradeço pelo jantar, estava esplêndido, mas devo encerrar a noite. Ele fiz alinhando seu terno e arrumando a gravata borboleta.
Lorenzo olha friamente para sua filha, arqueando sua sobrancelha esquerda, ela entende o que isso significa e abaixa a cabeça apertando os lábios, segurando as lágrimas para não caírem, com punhos bem fechados de modo que quase machucasse as mãos com as unhas.
- Elisa, acompanhe o senhor Rossi até o portão. Ordena friamente.
- sim papai.
Obedece impaciente, torcendo para que tudo aquilo acabasse logo, Caminhavam sozinhos para a porta, enquanto Lorenzo e Adelaide seguiram para o escritório.
Ela estava calada, andava olhando para baixo, sem ter o que dizer para o homem que estava ao seu lado, ele estava observando seus movimentos cauteloso, na entrada perto do portão naquela escuridão sombria, Bruno viu uma oportunidade.
Agarrou a moça pela cintura e a encurralou no muro, ninguém podia vê-los, ela ficou estática sem entender o que estava acontecendo, ele passou a mão pela cintura subindo levemente e passando pelo seio, agarrando o pescoço, aproximando o rosto e cheirando seu colo.
- mas o que é isso senhor Rossi?- a voz falhou enquanto ela suspirava, o espartilho de repente parecia estar mais apertado, fazendo os s***s ficarem mais evidentes, e isso o deixava e******o, se aproximou do ouvido.
- se você quer tanto amor, posso te dar aqui mesmo- insinuou com uma voz rouca e sedutora e deu pequenos beijos em seu colo, com o contato dos lábios quentes e molhados dele, logo elisa se recuperou do susto e tentou se soltar dos braços de Bruno, que foi em vão, ela ia gritar, mas sua boca foi silenciada por um beijo forçado quente e desesperado, com a mão esquerda ele segurava a nuca dela, e a direita, agarrava pela cintura, puxando a fazendo seus corpos se apertarem.
Elisa estava assustada, se debatendo, mordeu com força o lábio superior dele, que sentiu o sangue na boca, ele gemeu de dor.
- HMM.
com isso ela conseguiu se soltar, e então saiu correndo para dentro da casa.
Bruno limpava os lábios com a costa da mão e caminha tranquilo saindo da residência Fiori, sentindo a dor aguda da mordida, ele olha para o portão seguindo seu caminho com um sorriso malicioso passando a língua no lábio superior.
- você é só minha senhorita Fiori.
A moça logo quando entrou, fechou a porta, subiu as escadas correndo, na entrada de seu quarto tropeçou na barra do vestido e caiu, mas rapidamente se levantou, e trancou a porta, parada encostada de costas na porta, sentiu a respiração pesada, o coração acelerado, pôs a mão no peito tentando se acalmar, seus olhos estavam marejados, ela entendia perfeitamente o que aquilo significava.
" ele é louco"
olhando para o vestido amarrotado, seus cabelos bagunçados, se sentindo desconfortável com o gosto de sangue na boca, tirou a roupa e o espartilho, encheu a banheira, tomou um longo banho relembrando tudo o que havia acontecido, por um momento de cansaço, quase adormece na banheira, e então se levanta, se seca com a toalha, veste um roupão e deita na cama, sentindo o corpo ainda quente, ela tenta controlar a respiração, e demora a adormecer, mas consegue, após a meia noite.
Leonardo estava animado quando chegou em casa, e se prepara para o jantar, pois seu pai havia dito sem precedentes que já havia encontrado uma pretendente para ele.
Ele passa pelo saguão e chega à sala de jantar onde todos estão reunidos, o pai dele no centro, a mãe sentada a direita e Ariella à esquerda da mesa.
Ao observar a cena, ele fica com uma expressão de choque porém surpreso com a presença de Ariella.
Ele cumprimenta.
- boa noite a todos.
E se senta ao lado da mãe, então Pietro estava servindo vinho e enche a taça da esposa, que agradece com um sorriso delicado. Então começa.
- creio que aqui todos já se conhecem.
Ariella joga os longos cabelos vermelhos que estavam na frente do ombro para trás, ela estava linda, e elegante com aquele vestido de cetim verde que combinava perfeitamente com ela, estava sentada ereta exibindo uma postura impecável e serena.
- senhorita Ariella, você será muito bem vinda em nossa família.
Comenta Pietro.
Leonardo não deixa de soltar uma risada irônica, chamando a atenção de seu pai, ele pigarreia, e toma um pouco de água colocando o copo de volta a mesa. Ariella o encara entendendo a reação dele.
" Depois de anos ela aceita ser minha noiva assim sem mais delongas?"
Ele pensa consigo mesmo
- deixe- me ver se entendi, o senhor quer que eu me case com a senhorita Esposito?
- esse é o objetivo deste jantar, apresentá-la como sua noiva.
Pontua Pietro, com as sobrancelhas arqueadas, sua expressão tranquila.
- o senhor acha mesmo que pode escolher uma noiva para mim?
Pergunta segurando firme o copo na mão, sua expressão fica sombria.
Ariella por sua vez estava assistindo quieta, não queria se intrometer.
A mãe de Leonardo estava atônita sem saber o que fazer.
- você não tem direito de controlar a minha vida, eu já lhe dei minha resposta. Leonardo usa um tom passivo, mas sua expressão continua tranquila, Pietro explode em fúria.
- você quer nos levar à falência, eu já lhe disse o motivo de tudo isso, e ainda insiste em continuar com essa baboseira? Sua voz pode ser ouvida da cozinha, onde as empregadas e cozinheiros ficaram em silêncio para ouvir aquela discussão.
Ariella ficou assustada ao ver a fúria de Pietro, então abaixou a cabeça.
- Eu trabalho nessa empresa desde meus dezoito anos, todos os projetos navais desde então foram preparados por mim. Essa empresa já teria falido sem a minha ajuda.
Léo foi sincero e verdadeiro em suas palavras, usou o mesmo tom que seu pai.
O jantar virou uma discussão alta entre a família e vendo que isso não ia chegar a lugar algum, sua esposa se levantou e bateu na mesa com a pouca força que tinha.
- Já Chega! vocês dois, parem com essa discussão Já!
Ela ordena, e Pietro fica surpreso.
- a comida praticamente azedou com toda essa barulheira. Ela apontou para a sopa de legumes na panela.
- Pietro Vitale, não acha que seria prudente de sua parte, deixar que seu filho escolha com quem deve se casar?