a marca da família

1610 Palavras
Lorenzo caminhou pelo cais, observando as embarcações que se balançavam suavemente na água. Ele havia decidido fazer uma visita às embarcações na empresa de Bruno para verificar como estava o andamento dos negócios. Ao se aproximar de uma das embarcações, ele notou que havia algo estranho. A marcação da sua família, que era uma tradição que remontava a gerações, estava em uma das embarcações, mas não era uma de suas embarcações, era de Bruno. Lorenzo sentiu um arrepio. Algo não estava certo. Ele chamou um se seus capitães e perguntou sobre a marcação. O capitão pareceu nervoso e hesitou antes de responder. - Eu... eu não sei, senhor. Eu não notei que a marcação estava ali. Lorenzo sabia que o capitão estava mentindo. Ele podia ver a culpa nos olhos dele. - Eu quero que você investigue isso-, disse Lorenzo, sua voz firme. - Eu quero saber o que aconteceu com a marcação da família. O capitão assentiu e se afastou, deixando Lorenzo com mais perguntas do que resposta, aproveitando a ausência de Bruno, Lorenzo entrou em uma sala onde havia documentos sobre os barcos, mapas e documentos oficiais, viu o nome da embarcação em um dos documentos, queria investigar a fundo então a levou para sua empresa. Lorenzo estava sentado em sua sala, olhando para a documentação das embarcações, quando ouviu uma batida na porta. Era um de seus funcionários. - Senhor, há alguém aqui para vê-lo. disse o funcionário. -Ele diz que tem informações importantes sobre as embarcações. Lorenzo levantou uma sobrancelha. -Quem é ele? -Ele não quis se identificar, senhor- , respondeu o funcionário. -Mas disse que é alguém que você pode confiar. Lorenzo hesitou por um momento, mas então assentiu. - Mande-o entrar. O funcionário saiu e logo voltou com um homem de meia-idade, vestido de forma simples. Ele olhou em volta da sala antes de se aproximar de Lorenzo. - Senhor Lorenzo- , disse o homem, sua voz era baixa. - Eu tenho informações sobre as embarcações. Informações que podem ser perigosas. Lorenzo sentiu um arrepio. - O que você sabe? O homem hesitou antes de responder. -Bruno roubou uma delas. Lorenzo franziu o cenho. - roubou? - Bruno está envolvido em algo ilegal. Algo que tem a ver com a morte de sua esposa. Lorenzo sentiu um choque. - O que você está dizendo? Ele levantou-se rapidamente, o homem a sua frente se assustou. - É verdade, meu senhor! afirmou. - Eu estou dizendo que Bruno é o responsável pela morte de sua esposa. E eu tenho provas. O homem fez uma pausa, como se estivesse revivendo aquela noite terrível. Lorenzo podia ver a dor e o medo em seus olhos. -Continue-, disse Lorenzo, sua voz firme, mas com uma nota de tristeza. O homem respirou fundo e continuou. - eu estava lá naquela noite, ouvi tiros vindo da cabine do capitão. Estava chovendo, mas nada que pudesse afundar o navio, ventos fortes ou coisas do tipo. Eu entrei na cabine e vi o capitão levar um tiro na cabeça. Ele fez outra pausa, como se estivesse se preparando para revelar o pior. - Eu passei pela porta do quarto onde a senhora Fiori estava-, disse ele, sua voz trêmula, ele pôs a mão na cabeça relembrando o pesadelo e continuou com a voz embargada. -Eu... eu a vi, caída no chão com o peito ensanguentado. Ela havia sido baleada no peito. E segurava um mapa nas mãos. Lorenzo sentiu um golpe no coração. Ele não sabia que Isabella havia sido na verdade assassinada, pensavam se que havia sido um acidente durante uma tempestade, porém diante de seus olhos, a verdade estava sendo revelada. -Ouve mais tiros- continuou o homem. -Eu me escondi embaixo da cama dela, com medo de que me matassem. e vi os homens de Bruno descartando os corpos no mar. Eles fizeram modificações no barco para não ser reconhecido, mas não conseguiram remover a marca da família da proa. Lorenzo sentiu uma onda de raiva e tristeza, apertando a mão com força, Ele sabia que Bruno era um homem determinado, mas não sabia que ele era capaz de tamanha crueldade. - agradeço por me contar a verdade-, disse Lorenzo, com sua voz firme. - Eu vou fazer justiça por Isabella, pelo capitão e toda a sua tripulação. O homem assentiu e se levantou para sair, mas Lorenzo o parou. -Espere-, disse ele. - Eu preciso saber mais sobre o mapa que Isabella segurava. Você sabe o que era? O homem hesitou antes de responder. - Eu não sei, senhor. Mas eu acho que era um mapa da rota que o barco estava seguindo. Talvez haja algo mais importante nele, porém nenhum dos mapas sai do escritório de Bruno. Lorenzo assentiu. Ele sabia que precisava encontrar esse mapa e descobrir o que ele significava, então acompanhou o homem até a delegacia veneziana. Lá o homem contou tudo, e no decorrer dos dias, durante as investigações, descobriram que a embarcação pertencia de fato à família Fiori. Dias depois, Lorenzo ligou para Pietro e Leonardo, para compartilhar sobre a investigação. Quando Pietro atendeu, ele estava eufórico. - Ah, Lorenzo! Eu tenho notícias incríveis!- , disse Pietro, antes mesmo de Lorenzo dizer qualquer coisa. - Leonardo e Elisa estão ficando cada vez mais próximos! Ela é uma ótima pretendente para ele, não acha? Lorenzo suspirou, tentando manter a paciência, coçou o cabelo. - Pietro, não é o momento para discutir sobre isso. Eu tenho algo mais urgente para compartilhar com vocês. Pietro pareceu desapontado, mas logo se recuperou. - Ah, desculpe! O que é que você descobriu? Lorenzo explicou a situação, contando sobre a investigação e a descoberta da verdade sobre Bruno. Pietro e Leonardo ouviram atentamente, cada vez mais indignados. - mamma mia, isso é inacreditável!- disse Pietro. -Nós precisamos fazer justiça por todos! Leonardo afirma determinado. -Sim-, concordou Lorenzo. -E eu preciso da sua ajuda para isso. Leonardo falou, voz era firme. - Eu estou de acordo. O que precisamos fazer? - venham ao meu escritório, explicaremos mais detalhadamente. com isso, Pietro e Leonardo seguiram se para a empresa dos Fiori. uma reunião com detetives, estava deixando todos na fábrica atônitos, todos curiosos para saber o que estava acontecendo. - o que será que aconteceu um funcionário comenta com outro, do lado de fora. - não sei, mas parece ser coisa grande. - espero que não envolva nossos empregos! Disse mais um funcionário temendo que fossem demitidos. Pietro, Lorenzo e Leonardo estavam sentados em uma sala de reuniões na sede dos Fiori., acompanhados de dois detetives experientes. - Então, senhores-, disse um dos detetives pondo os documentos na mesa, e se levanta. - vocês têm uma testemunha que pode provar a culpa de Bruno. Lorenzo assentiu. - Sim, nós temos. E ela está disposta a testemunhar contra ele. Pietro acrescentou: - E nós temos provas adicionais que podem ajudar a condenar Bruno. - Também descobrimos que Bruno tem uma rede de contatos criminosos que podem ter ajudado ele a planejar o roubo e o assassinato. Léo informa. Os detetives anotaram as informações e começaram a discutir a estratégia para a operação. - Então, aqui está o plano- , disse um dos detetives. - Nós vamos levar a testemunha ao escritório de Bruno e fazer com que ela identifique ele como o responsável pelo crime. Lorenzo disse prontamente. - E vamos estar lá para garantir que tudo corra bem, principalmente a segurança de todos. Pietro acrescentou: - E se Bruno tentar fugir ou resistir, nós estaremos preparados para lidar com a situação. Leonardo olhou para Lorenzo, e disse com firmeza no tom de voz: - Vamos fazer justiça por Isabella e pelas vítimas do roubo. Os detetives concordaram e a reunião foi encerrada, todos estavam saindo da sala, quando Lorenzo chama Leonardo para uma conversa privada. - Leonardo, podemos conversar a sós? ele assente. - claro senhor Fiori. Lorenzo suspira e vai direto ao ponto, se senta novamente na cadeira de antes, Leonardo por sua vez, fica em pé ao seu lado. - soube que está cortejando minha filha. Leonardo não fica surpreso com seu tom de voz, ele toca em seu ombro, antes de puxar uma cadeira e se sentar ao lado de Lorenzo. - Eu planejava conversar com o senhor em breve. Lorenzo suspira, e aperta os lábios. - quando a Justiça por Isabella for feita. Ele levanta seu olhar para Léo. - o contrato de casamento entre Bruno e Elisa, foi anulado, mas não pretendo firmar um contrato com você. Leo ficou nervoso, e logo pontuou. - Senhor Fiori, eu amo Elisa. Lorenzo riu baixinho, vendo que ele não o deixou terminar de falar. - Se ela concordar, te dou minha benção, e você poderá fazer parte da nossa família, afinal. Lorenzo olhou para Leonardo ao seu lado. - está na hora de me aposentar, e passar a empresa para alguém, mas alguém da família. Leonardo sorriu, aliviado e feliz com a resposta de Lorenzo. - Obrigado, senhor Fiori-, disse ele, estendendo a mão para apertar a de Lorenzo. Lorenzo apertou a mão de Leo, sorrindo. - Me chame de Lorenzo, meu filho- disse ele. - Agora que você vai fazer parte da família. Leonardo riu, sentindo-se aceito e respeitado, agora não havia nada que o impedisse de ficar com a pessoa que ama. -Obrigado, Lorenzo-, disse ele. Lorenzo levantou-se, e Leonardo o acompanhou. -Vamos falar com Pietro, ele precisa saber. Após compartilhar a notícia com Pietro, ambos passaram a tarde conversando e tomando vinho, conversando sobre negócios, quando Leonardo e Pietro chegaram em casa, compartilharam a notícia com Pandora que ficou extremamente feliz, para ela, era uma notícia perfeita.
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