capitulo 143 Tigre

1009 Palavras

O som do rádio chiando na minha cintura era o único barulho que competia com os soluços daquela infeliz sumindo na escuridão da descida. Eu respirei o ar frio da madrugada, tentando expulsar o cheiro de cigarro mentolado e desespero que a Marla tinha deixado impregnado em volta de mim. Cada passo que eu dava de volta para o centro da boca parecia carregar o peso de uma tonelada. Eu não conseguia tirar da cabeça as palavras do Jonas enquanto eu arrancava a vida dele naquele quartinho. “Tu acha que elas simplesmente somem?”. Aquilo martelava, fazendo meu sangue pulsar nas têmporas. O Jonas tinha morrido, mas tinha deixado o veneno plantado. Olhei para o rastro de lama onde a Marla tinha sido arrastada e um estalo frio deu um soco no meu peito. — Peraí... — murmurei para mim mesmo, parando

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