🕊️ NARRADO POR CATARINA Acordei com o toque suave do sol no meu rosto, mas o lado da cama já estava frio. O Estêvão tinha ido para o plantão. Sorri sozinha, sentindo meu corpo ainda carregado com a energia da noite anterior; ele era bruto, mas comigo, nos momentos de i********e, conseguia ser o porto seguro que eu nunca imaginei encontrar. Levantei, vesti um robe leve e, antes mesmo de amarrar o cabelo, ouvi a campainha da Fortaleza tocar. Meu coração acelerou. Olhei pelo olho mágico e vi o vulto de dois homens armados, mas o que me fez abrir a porta num solavanco foi o rosto cansado e familiar entre eles. — Mãe! — O grito saiu rasgando a minha garganta, misturado com um alívio que eu não conseguia mensurar. Dona Maria estava ali, parada na soleira da Fortaleza, com uma bolsa gasta na

