Os dias passaram rápido demais depois da viagem. Ou talvez tenham passado devagar… de um jeito estranho, cansativo. Quando o avião pousou no Acre, eu fiquei olhando pela janela tentando sentir alguma coisa diferente. E senti. O lugar era bonito. Muito mais do que eu imaginava. Ver tanto verde junto parecia quase irreal. A cidade tinha um ritmo diferente do que eu estava acostumada. Menos correria. Menos barulho. O ar parecia mais leve. Mas, mesmo assim… eu me sentia deslocada. Como sempre. Os primeiros dias foram uma mistura de compromissos, reuniões e jantares formais. Meu pai praticamente não parava. Toda hora alguém importante aparecia. Deputados, empresários, governadores… homens de terno falando sobre dinheiro, projetos e política como se o mundo inteiro dependesse daquela

