Finn. Estou sentado atrás de uma mesa em uma sala de espera do que presumo ficar dentro de algum departamento de polícia de Londres. O caminho para cá foi feito completamente às escuras e tudo que consigo me lembrar é dos gritos das pessoas me chamando de agressor enquanto me empurravam para dentro de uma viatura e dos estouros de luz provenientes das câmeras de celular apontadas na minha direção. Repasso tudo o que aconteceu na minha mente em looping infinito e minhas mãos latejam enquanto fico arrastando os cabelos para trás vez ou outra. Em partes a dor é boa, significa que ainda estou acordado e completamente consciente, mas a parte de ter ciência do que aconteceu vai me consumindo pouco a pouco e sinto que estou cada vez mais perto de explodir feito uma bomba. Além da mesa de ferro

