Episódio 5

1225 Palavras
— O quê estão fazendo? É assim que tratam a nossa nova colega? Trabalharemos juntos no futuro, então por favor parem de tirar sarro dela. — Ok, desculpe. Eles me pediram desculpas de imediato. No momento em que eu encontrei o olhar divertido de Marco escapei da sala privada sem dizer nada. Eu queria escapar do passado e recomeçar a minha vida, mas o passado continuava me assombrando. Eu nunca poderei me livrar dele, poderia? Respirei fundo para me acalmar. — O que está acontecendo? Foi demais para você? Marco se aproximou de mim zombando. — Está dificil sobreviver, hein? — Você fez isso de propósito. Eu olhei para ele com raiva. — Você me contratou de propósito e me fez convidar os meus colegas para jantar para que eles me humilhassem. Você faz isso para se vingar de mim. — Isso mesmo. Respondeu Marco, balançando a cabeça com um sorriso. — Pedi comida e bebida no valor de algumas centenas de milhares só para você pagar. Afinal, você não é uma herdeira rica? — Eu ?! Você sabe que não tenho nada. Eu cerrei os dentes de raiva. — Só me restaram três mil na minha conta bancaria. Como vou pagar a conta? — Não me diga que você não pode pagar a conta? Marco se aproximou de mim intencionalmente. — Você pode me pedir ajuda. Se você concordar em passar uma noite comigo, eu pagarei a conta. Pense bem, se você for minha amante, ninguém se atreverá a incomodar você no trabalho e... Plas! Antes que Marco pudesse terminar, eu lhe dei um forte tapa e gritei: dejeto humano! Marco tocou a sua bochecha. Em vez de ficar com raiva, ele riu como um pervertido. — É a primeira vez que você me toca. A sua mão é tão macia. — Você é um pedaço de me*rda nojento! Eu gritei e sai nervosa. — Se você não pagar a conta hoje, os seus colegas podem se recusar a continuar sendo seus amigos. Imagine se você os enoja tanto que eles começam a perseguir você, e condenar tudo que você fizer. Marco gritou atrás de mim. — Quer correr o risco de perder esse emprego? Eu caminhei pelo corredor completamente desnorteada. — Não posso perder este emprego. Mas onde posso conseguir todo esse dinheiro para pagar a conta? Eu estava imersa em pensamentos quando uma figura familiar apareceu em uma sala privada na minha frente. Um homem estava sentado no sofá, de costas para mim. Ele usava uma camisa branca que estava molhada. Grudada ao seu corpo revelando uma tatuagem cr*uel com cabeça de lobo e uma longa cicatriz nas costas. — É o... Eu fiquei paralisada pelo choque. O meu coração bateu mais rápido do que nunca. A última vez que vi o homem naquele carro, eu fiquei muito nervosa e prendi a respiração atordoada. E ele se foi antes que eu pudesse dizer uma palavra. Mas agora, o homem que destruiu a minha vida estava diante dos meus olhos. Quando eu olhei mais uma vez para as costas daquele homem, memórias repentinas apareceram na minha cabeça. Quando eu acordei no hotel naquele dia, e soube que o meu pai estava morto. Eu não pude estar com o me pai uma última vez. Eu só consegui ver o meu pai como um cadáver rígido no crematório. No funeral, a minha família e amigos apontaram o dedo para mim. Eles me xingaram duramente e me expulsaram. Como eu engravidei antes de me casar? As pessoas falavam pelos cantos. Elas olhavam para mim com desprezo quando eu ia fazer exames pré-natais numa clínica que o meu plano de saúde ainda cobria. Quando eu dei à luz aos meus bebês no hospital, eu quase morri de sangramento excessivo para ganhar os trigêmeos. — Foi tudo culpa desse homem! A fúria invadiu o meu coração. Eu cerrei os punhos e entrei correndo na sala privada. — Ei! Fora daqui. Esta é uma área privada. Um homem de pr*eto que estava no canto falou severamente. O homem misterioso no sofá levantou a mão. Ao seu comando silencioso, o homem de pr*eto saiu da sala silenciosamente. Eu fiquei chocada. — Oh, então os gigolôs são ricos o suficiente para pagar por guarda-costas agora? Parece que você mudou de vida nos últimos anos! Eu contive a agitação e me aproximei com cautela. — É você, é ele mesmo. Não estou enganada. O homem se virou aos poucos. Ele tinha uma máscara preta que cobria metade do seu rosto. A máscara revelou os seus lábios finos. O seu olhar de aço e enigmático, brilhava na escuridão. Havia um emblema de fogo dourado no canto superior direito a máscara, que parecia ameaçador e selvagem. Eu dei um passo para trás instintivamente. Por que ele parece tão fino e elegante? Ele não é apenas um gigolô? Me enganei de homem? Não, é ele? Mas, ele tem aquela inconfundível tatuagem. — Não se lembra de mim? Eu insisti. — Há quatro anos, eu estava bebendo em uma sala privada, quando a minha prima pediu um companheiro para mim, acabou sendo você. Ficamos juntos e… — Você tem uma verruga vermelha no peito? O homem estreitou o olhar na minha direção. – Claro que me lembro. Fizemos se*xo sete vezes naquela mesma noite... — Vou te matar! Eu dei um passo à frente e levantei o braço para dar-lhe um tapa. O homem rapidamente agarrou o meu braço e me empurrou em direção ao sofá. — Como se atreve! Seu lixo! Eu saltei sobre ele como um gato selvagem, sacudindo os braços para arranhá-lo. — É tudo culpa sua! Você arruinou a minha vida! Eu gritava tentando de alguma forma atingir o homem. Ele apenas colocou a mão na minha cabeça, me segurando e mantendo distância. Eu não conseguia alcançá-lo, mesmo que agitasse as mãos descontroladamente. Ele olhou para mim com frieza, como se eu não passasse de uma palhaça. — Esclareça os fatos. Foi você quem solicitou o meu serviço. Foi consensual Você está fazendo parecer que eu te estuprei. Ele disse com desdém e isso me irritou ainda mais. — Você é um gigolô pouco profissional! Você nem coloca camisinha quando atende os seus cliente! Você merece ser castrado! — Camisinha? O olhar do homem tornou-se perigoso. — Você ficou grávida? Eu enrijeci com a pergunta. Os meus filhos passaram pela minha cabeça. — Me responda! Ele disse perigosamente. — Sim, engravidei! Eu disse e me arrependi. Eu não poderia contar para ele sobre os meus filhos. Eu imediatamente tentei mudar o que eu disse. — Mas abortei depois. Eu não ia dar à luz a um filho de um gigolô sem vergonha. Se alguém descobrisse que o pai da criança é acompanhante de um clube, ele seria ridicularizados na creche! Eu grito na cara dele. Eu não posso simplesmente dá aos meus filhos um pai que ganha a vida vendendo o seu corpo. De jeito nenhum. Ninguém deveria saber disso! Eu digo para mim mesmo. — Bom! O homem assentiu satisfeito. Ele colocou a mão no bolso para tirar alguma coisa. — Que coragem a sua! Não acredito que você ainda trabalha aqui como um gigolô Quantas mulheres inocentes você ainda vai destruir a vida? Vou registrar uma reclamação com o seu gerente agora mesmo. Eu gritei e fui embora pisando furiosamente.
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