— Pronto, querida — disse a enfermeira. — Sem esforço no pé hoje. Vou fazer uma liberação para que você possa faltar às atividades da tarde. Eleonora agradeceu, educada. Adrian observava tudo, apoiado na parede, mas com aquela postura de atenção que ele tentava disfarçar. Quando a enfermeira se afastou para preencher alguns papéis, Eleonora finalmente olhou para Adrian. — Pode parar com essa cara — ela disse. — Que cara? — ele perguntou. — Essa cara de “eu te avisei que você ia se machucar”. Ele ergueu uma sobrancelha. — Eu nem falei isso. — Mas pensou — ela retrucou. Adrian sorriu um sorriso pequeno, mas verdadeiro. — Talvez. Eleonora cruzou os braços, desconfortável por não ter uma resposta boa. Depois de alguns segundos, ela suspirou. — Obrigada… por me ajudar — ela disse

