Em determinado momento da noite, quando o prato principal já havia sido servido e a conversa entre os adultos se voltava para investimentos e acordos futuros, Adrian apoiou o cotovelo na mesa, inclinando-se de forma quase casual na direção de Eleonora. Ele parecia tranquilo demais. Tranquilo de propósito. — Sabe, Eleonora, — começou ele, baixo o suficiente para que só ela escutasse, mas ainda com aquele sorriso impecável — seus pais têm razão. Talvez eu devesse realmente ficar mais de olho em você no internato. Ela estreitou minimamente os olhos, ainda sem virar o rosto. — Por quê? Tem medo de que alguém se interesse por mim? — Não. — Ele mexeu o vinho na taça, pensativo, teatral. — Tenho medo de que você se interesse por alguém. —Deu um sorriso lento. — E aí vai ser um trabalho eno

