Eleonora finalmente começou a respirar um pouco melhor, embora o rosto ainda estivesse escondido no ombro dele. Quando a consciência voltou aos poucos, ela sentiu a umidade nos dedos… e o tecido encharcado da camisa de Adrian sob suas mãos. Ela congelou. Soltou um pouco o abraço, afastando o rosto rapidamente e limpando as lágrimas com as costas da mão, desesperada, sem coragem de encará-lo. — Minha… — a voz dela falhou. — Minha nossa, sua camisa… Eu… Eu molhei tudo. Adrian, me desculpa. Eu não devia ter feito isso. Eu só… — Ela tentava ajeitar o tecido, como se desse para secar. — Eu estraguei sua roupa. Adrian segurou as mãos dela antes que ela continuasse tentando arrumar o impossível. As mãos dele envolveram as dela com calma, firmeza e uma estranha delicadeza que deixava Eleonora

