Talita
Foi uma noite muito agradável e já estamos prontos para dormir...
Pelo visto não vamos dormir tão cedo. Sinto as mãos fortes do Juliano no meu quadril, quando estamos deitados de lado na cama. Ele começa a beijar o meu pescoço e, quando me dou conta, já estamos completamente sem roupas.
Ainda de lado, ele coloca seu m3mbro na minha 3ntrada e eu sinto uma euforia imensa pelo calor da sua pele na minha.
- Você é deliciosa em qualquer posição, a mulher mais linda do mundo... – Ele fala com a sua voz grossa no meu ouvido e eu sinto meu corpo arrepiar em resposta.
Até que ele est0ca lentamente, estimulando meu ponto sensível com os seus dedos imensos, tudo isso sem parar de respirar no meu pescoço e falar coisas que me deixam completamente fora de mim.
Após momentos de prazer, nos permitimos chegar ao topo juntos e nos abraçamos para dormir.
Tenho um sono agitado, vários sonhos desconexos. Acordo mais cedo que o habitual, suando e tremendo. Realmente foi um pesadelo horrível.
Sonhei que o Treva conseguia a guarda do Bruno e nós não conseguimos impedir. Era horrível ver o meu filho jogado no meio de outras crianças negligenciadas, com roupas sujas e m*l-cuidado.
Entro no banho e me permito chorar. Assim que saio do banho preparo um café da manhã e vou acordar meus pequenos para surpreendermos o papai com café na cama. Chego no quarto e eles ainda estão meio sonolentos, mas assim que me veem ficam agitados e falantes.
- Bom dia, minhas preciosidades. Como você dormiram? – Falo abraçando e beijando meus filhos.
- Bem mamãe. – Bruninho diz e corre para o meu colo.
- Bem mamãe, fome... – Catarina como sempre, um bom garfo.
- Hoje vamos tomar café da manhã na cama com o papai... – Digo e eles pulam animados.
Pego bandeja com pães, ovos, bolachas e depois levo o café, o suco e o leite. Para não correr o risco de derrubar, eles ficam quietinhos na porta esperando o momento. Até que abro a porta e eles pulam no pai que ainda estava dormindo.
- Papaaaaaaai, bom dia. – Bruninho fala o abraçando e a Catarina pula nas suas costas.
Juliano acorda ainda meio sonolento e abraça os pequenos.
- Bom dia, filho. Bom dia, filha. Hoje vai ter café na cama com o papai e a mamãe? – Ele fala e olha na minha direção com um sorriso que eu logo retribuo.
- Simmmmm. – Eles falam ao mesmo tempo.
Eu levo as coisas para a cam, ele me puxa e beija meu pescoço.
- Bom dia meu amor. – Ele fala ainda com o rosto no meu pescoço.
- Bom dia, amor. – Falo e sirvo uma xícara de café fresquinho.
Tomamos café na cama fazendo bagunça, até que chega a hora deles se arrumarem para ir para a escolinha.
Nos arrumamos rapidamente e vamos para a academia, me sinto muito melhor podendo cuidar da minha saúde. O dia corre normalmente, resolvo inúmeras pendências no escritório e uma pessoa é anunciada pela nova secretária, ela me disse que se chama Alessandra e me lembro dela.
Antes de ser envenenada eu tinha agendado um horário com ela, para tratar de assuntos jurídicos.
Quando ela entra no escritório vejo que está muito mais magra do que na época que nos encontramos naquela viagem. Ela veste uma calça jeans pantalona, um salto grosso e uma camisa branca com alguns detalhes coloridos. Seu cabelo é loiro quase platinado e na altura dos ombros e seus olhos castanhos claros. Ela é uma moça bonita, mas tem tristeza em seu olhar.
- Talita, me desculpe vir sem te ligar antes. O Juliano me mandou uma mensagem falando que você estaria ausente por motivos de saúde e, desde então, eu não consegui mais contato com você. Você está bem? – Ela fala sem parar e me abraça.
- Ale, não se preocupe. Eu tive um problema de saúde que me obrigou a “tirar” pequenas férias, mas tudo já se resolveu. Eu deveria ter te retornado, mas minha vida está uma loucura. Eu acabei me esquecendo, me desculpe. Mas, estou livre hoje. Podemos tratar de todos os assuntos que você achar pertinente. – Falo olhando em seus olhos e vejo que algo aconteceu, ela está mais ansiosa que o habitual.
- Que ótimo. Eu fico feliz que sua saúde estabilizou. As coisas fugiram do controle, Talita. Eu preciso de auxílio jurídico e emocional. Eu precisei sair do meu relacionamento com o Natan, porque eu engravidei. Os médicos disseram que isso era impossível, meu bebê é um milagre e eu não posso correr o risco do Natan me obrigar a ab0rtar de novo. Estou de três meses, estou muito feliz, Talita. Mas, ele anda me ameaçando. Ele quer saber porque eu terminei tudo de uma hora para outra, ele fala que eu tenho outro, mas isso não é verdade. Eu não posso me anular de novo por causa dele. O que eu faço nesse momento? – Ela me pergunta com lágrimas nos olhos.
- Juridicamente falando, não há o que se discutir em relação à bens. Vocês não tinham um relacionamento, sequer moravam juntos. Mas, podemos pedir os alimentos gravídicos, uma pensão antecipada. Não se ofenda, mas provavelmente ele irá pedir o DNA. Isso é típico. Sobre as ameaças, podemos pedir uma medida protetiva para te resguardar e resguardar o seu bebê. Você tem provas das ameaças? – Pergunto.
- Tenho. Tenho todas as mensagens que ele me mandou falando que iria me matar e matar o suposto amante que ele acha que eu tenho. Ele é perigoso, Talita. Não parece, mas ele se envolve em muitas coisas erradas. Eu temo pela minha segurança e pela segurança do meu filho. – Ela fala permitindo que as lágrimas escorram.
Ela continua me explicando a situação e prefere não pedir pensão ainda, pois ela não quer que ele saiba da gravidez, com medo de algo acontecer com o seu pequeno. Eu concordo com ela, pois se ele é perigoso como ela diz, seria muito fácil ele at3ntar contra a sua vida, visando se livrar dela e do bebê.