Juliano No meio da nossa conversa, ela começa a ficar branca. Seus lábios perdem a cor e percebo que ela está amolecendo. Me desespero e, pelo visto, ela também. Quando ela afasta o cobertor para se levantar, notamos que a cama está encharcada de sangue. Não faz sentido isso, não consigo pensar em mais nada. Coloco a primeira roupa que vejo na minha frente e a pego no colo, saio acelerando no carro e quando chegamos no hospital, os médicos a tiram de perto de mim. São horas de agonia, ninguém vem me dar nenhuma notícia. Até que um médico se aproxima. - Família da Talita. – Ele diz em voz alta e eu e me levanto para falar com o médico. - Sou eu, marido dela. O que aconteceu? Por que ela estava sangrando? Minha mulher está bem? – Encho o médico de perguntas, não aguentava mais espera

