Hatake Naomi
Eu me encontrava na frente do prédio da Akatsuki ao lado de Kisame e ambos estamos sendo molhados pela chuva que realmente não para um segundo.
Eu estou esperando Pain voltar para falar com ele e Kisame está esperando Itachi. Somos os únicos integrantes dessa casa que não são psicopatas a ponto de se matarem ao ficar sozinhos e ele entende o motivo do meu silêncio.
Muitas coisas acontecendo, muitas coisas sendo reveladas principalmente o fato de eu ser filha da Sayuri, que é parente de Madara, que por sua vez tem um poder monstruoso em si. Ao menos tinha quando vivo.
Como lidar com o mundo depois de uma notícia dessas? Como lidar com tudo caindo sob os meus ombros? O único lado bom de estar aqui é que depois de tantos anos segurando o choro e a vontade de gritar foram finalmente recompensados na noite anterior, onde eu chorei como uma bebê.
- Qual é a da Konan e do Pain? — Questiono Kisame que me olhou mas me mantive encarando o líder que anda tranquilamente até nós. — Eles estão juntos?
- Não, são amigos. — Volto a olhar para Pain que parou em nossa frente diferente dos outros membros da Akatsuki que entraram no prédio junto de Kisame.
- Deveria estar repousando. – Pain estendeu a mão para mim mas ignorei e me mantive sentada o que fez ele abaixar a mão.
- Eu aceito sua proposta, eu entro na Akatsuki se prometer não atacar Konoha.
- O Jinchuriki da Kyuubi mora lá, Konoha não está a salvo. — Passou por mim e o segui.
- Então eu vou enviar nossa localização a Konoha e... — Pain me encostou na parede e nossos olhares se cruzaram, ele parecia querer me matar.
- Não vai fazer isso, estará morta antes que perceba.
- Eu vou enviar nossa localização a Konoha e todos virão aqui acabar com vocês.
- Não subestime o poder da Akatsuki, Naomi... Não subestime Tobi também, ele é i****a mas possuí algo que você sequer vai adquirir.
- E o que seria? Chakra? – Zombo cruzando os braços e ele quase sorriu.
- Sharingan.
- Não preciso de um doujutsu para provar meu valor.
- Derrote Itachi e então a colocarei em missões. — Ele se afastou e olhei para o Uchiha que estava com o olhar fixo em nós assim como os outros membros. — Por agora ficará no quarto.
- Não me subestime seu maldito! — Troco as posições e soquei a parede ao lado de sua cabeça a quebrando mas ele sequer se moveu. — Se necessário enfrentarei até você.
- Por que entrar para a Akatsuki se tornou tão importante? — Por que eu quero descobrir algumas coisas.
Eu poderia dizer que no começo fiz para proteger Konoha e se necessário eu mesma entregaria Naruto, e f**a-se se ele é filho do Minato e da Kushina, mas de uns dias para cá eu já não sabia o motivo ou então teria fugido quando Pain e Konan estavam fora mas não conseguia e sei que parte disso é por conta da cirurgia, mesmo não sendo recente ainda não estou 100%, ou seja, não aguentaria duas horas correndo sem parar.
- Interesses pessoais. — Minha voz saiu firme, fria e minha expressão de tédio não mudou.
- Tobi, eu quero falar com você. — Pain disse se afastando e o i****a que será minha dupla o seguiu.
- Pain-senpai vai nos dar missões legais! — Ele disse pulando e soltei o ar.
- Vamos ser filhos da p**a juntos. — Hidan gritou fazendo-me olhar para ele. — Já que ninguém além de nós dois temos coragem de mandar o "Pain-sama" tomar no cu.
Eu pensava que xingava até conhecer o Hidan, meu Rikudou do céu.
- Estarei em meu quarto. — Falo subindo as escadas e passo as mãos no rosto.
Assim que fechei a porta Urushi sentou na cama me olhando fazendo o alívio percorrer meu corpo já que ele havia ficado longe de mim no último mês e fico feliz por saber que Pain não o matou.
Me sento na cama o pegando no colo e a porta foi aberta por Tobi que correu até mim se jogando na cama. Cara estranho.
- O que foi?
- Por que você é tão chata e má?
- Porque eu tenho que aturar pessoas idiotas como você, agora saía.
- Não, Pain-senpai pediu para eu te vigiar!
Começou.
Faço carinho em Urushi e ele lambeu meu rosto, o apertei forte e fechei os olhos relaxando meu corpo enquanto pensava em algumas coisas como por exemplo Itachi e Sayuri. Ela era mestra dele.
- Tobi, pode chamar Itachi? — Questiono e o nukenin saiu correndo do quarto o que fez Urushi grunhir. — Eu vou ter que te mandar embora...
- Por que? — Meu cachorro questionou e abri um sorrisinho.
- Para te proteger. — Urushi começou a chorar e o abracei com carinho. — Eu sei que prometi, mas não posso arriscar sua segurança.
- Vamos nos reencontrar um dia?
- Sim. — Lhe faço carinho na cabeça e Itachi entrou no cômodo me olhando.
- Me chamou?
- Temos a mesma idade, por que não me lembro dela?
- Sayuri era poderosa, Naomi. Ela podia fazer o que quisesse, manipular memórias, apagá-las... — Reviro os olhos e coloco Urushi na cama.
- E foi o que ela fez comigo.
- Não só com você. Sayuri é uma ameaça mundial... Mas ela está morta, não tem que se preocupar. — Encaro a parede em minha frente e molho os lábios.
- É, já ouvi isso antes e olha onde vim parar... Qual promessa você fez?
- De sempre cuidar de você.
- Para ela?
- Para ele. — Senti meu rosto esquentar e passei os dedos nos meus cabelos e me levantei. — Mas ainda não está na hora.
- De que? — Cruzo os braços encarando meu senpai.
- De descobrir o sistema corrupto das aldeias, vai precisar ganhar nossa confiança primeiro. — Semicerro os olhos e ele se levantou com um sorriso ladino.
- Eu não sei do que está falando.
- Seus interesses pessoais. Você não é estúpida e eu também não. — Ele se aproximou tocando meu queixo. — Afinal, fui eu quem a treinei, esqueceu?
- Mas o resto eu aprendi sozinha... Ou com Danzou. — O semblante dele muda ficando amargo. — Você não gosta dele?
- Cuidado com o que fará, nem todos aqui serão gentis.
- O que Danzou fez, Itachi? — Ele se afastou caminhando até a porta.
- Não é da sua conta.