capítulo 08 - Melanie

1179 Palavras
Melanie narrando - Não, não comi nada eu juro . - Pode comer ate porque tu deve sentir fome toda hora ne ? e manter tudo isso ai deve ser difícil . Só não toca nas minhas bebidas isso eu não aceito! apontou o dedo na minha direção. - Pode deixar ! respondi simples , ele me encarou por alguns segundos e saiu , a porta abriu e fechou de novo. Soltei o ar , me tremia inteiro . Enquanto cortava cebola, os olhos arderam não só por causa dela. Pensei que talvez fosse até bom chorar sozinha, antes do dia engrenar de vez. Limpei o rosto rápido com o dorso da mão e segui pra deixar tudo ajeitado antes de ir embora. Fiz umas vinagrete ,salada de maionese com oque tinha de legumes na geladeira e deixei tudo bem embaladinho no plástico filme refrigerando pra não correr risco de estragar por causa do calor. Fui ajeitar as carnes temperei as tulipinhas do jeito que eu sei , de restante coloquei na tapoer separadinho e tampado. Quando olhei já era meio dia , fui limpar a bagunça da pia , lavei oque sujei , guardei a louça , ficou tudo plim . Foi estender as roupas que estavam na máquina que ele mesmo colocou. Passei uma olhada na casa pra ver se não estava nada fora do lugar , puxei na cabeça se não tinha esquecido de nada e bem na hora que eu ia sair os meninos chegou com as bebidas. - Poxa vida estava de saída. - Pode indo a gente guarda aqui Mel . O Guga falou . - Tem certeza ? - Tu guarda então que eu não vou fazer nada não fi , o patrao só falou pra deixar aqui , guarda era com ela aí. - Tu é mó reclamão da p***a também em c*****o ! Tá morrendo p***a ? vai cair tua mão menor ? ele me encarou com uma raiva gratuita que eu olhei no celular , olhei pras bebidas em menos de meia hora eu não terminava de guarda nem a p*u. - Pode deixar então, eu guardo . Não tem problema. Soltei a bolsa no cantinho e fui pegando umas sacolas. - Eu te ajudo então po . Da nada esse menor e mo cansado da p***a ! Guga falou e ele saiu de cara fechada. Começamos a guarda tudo ele tirava do saco e ia colocando na mesinha e eu pegava de duas em duas na mão pra ser mais rápido possível, era o tempo de ei chegar em casa e comer , mas hoje isso não ia rolar . o freezer ficou lotado não tinha mais espaço pra nada. E ainda tinha umas garrafas de whisky que eu tive que entrar na casa de novo e guarda na cozinha , deixei em cima da mesa pra não correr risco de deixar do lado de fora cair e quebrar. Agradeci o Guga e fui embora , quase correndo , cheguei com um palmo de língua pra fora. Achei que ia encontrar a minha mãe, mas nem sinal dela. Corri no quarto , joguei uma agua no corpo e lavei o dedo que que tava enroladinho num plástico filme pra não pingar em nada. Cheguei na lanchonete na hora exata , ao contrário de ontem hoje tava vazia. Eu não sabia se agradecia ou rezava pro patrão não estar com o cão no corpo hoje. Lanchonete vazia assim deixa ele m*l humorado ,pior do que quando o time dele tá perdendo. Eu nunca vou entender a pessoa querer descontar nos outros suas frustrações. Angelina me cumprimentou sentada no banquinho do balcão olhando o jornal que passava algum lugar com tiroteio no Rio. Fiz a mesma rotina de todos os dias . Guardei a bolsa , cumprimentei algumas pessoas , e fiquei no balcão esperando alguém pra atender . - E hoje o movimento é no alto do morro , a festa mais comentada desse ano ! mordi o cantinho da unha. - Será amiga? - Tô te falando. Eu já tô com do de você amanhã amiga. - Fiz bastante aperitivos, espero que tenha ficado bom . - Você e sua mania de fazer comida sem provar . - Me conhece demais né. sorri sentindo o clima aliviar um pouco, pelo menos entre nois duas. Porque o patrão já tava era resmungando . - Vão caçar alguma coisa pra fazer , limpa as mesas , varrer o chão. Para de fofoca e vai trabalha p***a ... ele explodiu nervoso. Peguei logo um paninho com álcool mesmo com tudo limpo era oque tinha pra fazer . A tarde. passou lenta , arrastada. Pra falar a verdade prefiro com movimento que a hora passa e eu não tenho tempo de sentir o corpo cansar . Quando o expediente acabou , já passava da meia noite , entrou cliente pingado um aqui outro ali , mas nada aquela loucura de ontem. Comi uns salgados que ele ofereceu como lanche e eu trouxe pra casa , tomei água e fui tomar banho e deitar. Minha mãe não estava em casa , sem novidades . Mas pelo menos não tinha louça suja na pia. Quando minhas costa sentiram o colchão eu relaxei , soltei um suspiro deixando o sono me embalar . Amanhã quero levantar um pouco mas cedo e lavar o cabelo antes de ir pra casa do Biro , tá puro óleo e se tem uma coisa que eu cuido e do meu cabelo é a única coisa que acho bonito em mim. Cuido dele com muito cuidado , uso alguns produtos que consigo comprar na revista da vizinha e o meu único luxo que me dou , é isso eu não abro mão. Parcelo em todas as vezes possível mas meu cabelo é bem cuidado. Levantei mas disposta , fui direto pro banho entrei de cabeça, deixando o restinho do sono escorrer pelo ralo , já me preparando mentalmente pra um dia cheio , hoje eu tô muito ferrada vou chegar até mais cedo ,e não correr o risco de chegar atrasada na lanchonete e tomar esculacho. Sai de casa com meia hora antes do horário que ele combinou comigo. Entre na garagem vendo latinha de cerveja espalhada pelo chão, uma verdadeira bagunça. Abri a porta da sala devagar, parecia que um furacão tinha passado aqui. Fui andando com cuidado, pra não pisar em nada e fazer barulho . Passei direto pra cozinha e quando tomei um susto. Soltei um berro , e tampei a boca logo em seguida . - Quem é você? o homem só de cueca com uma garrafa de água na mão em pé na minha frente . Virei de costas imediatamente. - Eu que te pergunto moço? oque tá fazendo aqui assim . falei sem olhar . - Que p***a é essa ? o biro surgiu na escada só de cueca também, a cara amassada. meu pai eterno , oque tá acontecendo nessa casa hoje? eu pedi um dia de paz , um dia sem problemas.
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