VII-1

2005 Palavras

VII Quinta-feira, 27 de agosto de 2020 o celular emite o típico ruido da vibração quando está na modalidade silenciosa. “Mas que palerma liga às 5 e 30 da manhã?” No ecrã uma cara amiga. Deve certamente ter ligado erroneamente. Não respondo. Viro a almofada, o novo lado é mais fresco e… de novo a chamada. «Valeria, por que ligas a esta hora?» «Caluda! Não fale.» «Telefonaste tu para mim» Faço-lhe notar. «Caluda, como estava a tentar fazer eu.» «Permito-me para rebater que telefonaste tu para mim.» Controlo novamente o relógio digital no quarto e os seus grandes números encarnados: 5:32. “Não quero acreditar.” «Ao alvorecer chegam as melhores ideias.» Para a Valeria, mas só para ela, tem sentido o que diz. «Eu a esta hora recordo-me com dificuldades até onde vivo» Contesto. «

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