«Se não é daqui, deve ver a aldeia alta. E acima de tudo o cemitério.» «Claro, terei em conta. Assine aqui em baixo.» «Deve absolutamente visitar o nosso campo santo: é muito bonito!» «Se tiver tempo, não faltarei. Aqui estão os seus 200 euros, em notas de 20 como pediu.» A senhora voltou a contar com atenção as 10 notas. «Não estou a gozar. Tens de ir ao cemitério.» «Antes ou depois estarei lá, mas não há pressa para tal.» «Sabes quem está sepultado lá?» «O seu marido?» Ouso. «A parte os três coitados maridos meus.» Enveredei por um longa pausa, porque devia fazer entender a dor pelas perdas múltiplas, acrescentou depois: «Dizia um famoso». “Quem pode estar sepultado numa aldeola de mar do Grosseto?» Imaginei. «Calvino!» Exclamou triunfante a mulher. Olhei-a fixamente com ar e

