Heloise Quando eu abro os olhos, percebo que estou em um quarto desconhecido. Minhas mãos estão amarradas à cama e, por mais que eu me contorça, não consigo me soltar. A última coisa que lembro é de ter desmaiado, e agora me encontro aqui, sem saber exatamente como cheguei. A porta se abre alguns minutos depois e, mesmo ainda tonta, reconheço a figura que entra. Ele está com um cigarro na boca e tranca a porta atrás de si. Na mão esquerda, segura uma arma, e seu olhar é firme e implacável. — Por favor, não me machuque — eu peço, tentando manter a voz calma. — Todo o dinheiro estava na mala. — Você realmente acha que estou interessado no dinheiro? — ele pergunta com uma pitada de sarcasmo. — Acha que é isso que me preocupa agora? — Não, por favor — eu imploro, a voz tremendo. — Só quer

