Heloise Quando eu abro a porta, encontro um grupo de seguranças na frente da casa de Carioca. A maioria deles eu reconheço, e o medo se instala no meu peito. — Não vá, Heloise — diz um dos seguranças, se aproximando. — Você não pode sair daqui. — Mas eu preciso — eu tento protestar. — Entre de volta — ele ordena com firmeza. — São ordens. Eu apenas assinto e fecho a porta com um peso no coração. Conheço esta casa e este morro como a palma da minha mão. O tempo que passei aqui me deu uma visão íntima de todos os cantos, mas isso agora parecia ser uma maldição. Eu vou até a porta dos fundos, mas lá também há seguranças. Tento escapar pela janela do porão, mas novamente encontro seguranças lá fora. Desesperada, corro para o escritório de Carioca e começo a vasculhar as gavetas. Encontro

