Kan Ruslan Já faz um tempo que estou aqui. Tempo demais para alguém que não deveria sequer ter atravessado os portões desta mansão, muito menos estar sentado na cama da mulher que comanda o Norte. E, ainda assim, por sorte ou por cansaço, Lunara não me manda mais ir embora. Não com a mesma força, pelo menos. Acho que isso é uma conquista e vou levar assim. Ela está deitada ao meu lado, de frente para mim, o corpo coberto até a cintura, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Eu me mantenho sentado, as costas apoiadas na cabeceira da cama, tentando parecer menos consciente da proximidade do que realmente estou. A cada minuto que passa, a vontade cresce de me inclinar, de tocá-la de novo, de beijar sua boca e esquecer completamente onde estou. Mas não dá. Não aqui. Não assim. E sim, e

