Lunara Tokatli Os carros continuam entrando pelos portões como uma procissão de aço, motores pesados vibrando no chão. Uma fila interminável. Homens começam a descer e Harika aperta o meu braço com tanta força que quase sinto os dedos dela afundarem na minha pele. Eu olho para frente, observando o cenário se formar: dezenas de homens, todos altos, largos, fortes como muralhas vivas. Rostos fechados, cicatrizes profundas, olhares de quem já viu mortë demais para se impressionar com qualquer coisa neste mundo. E olhares de quem já causou muitas delas. Harika treme. — Lunara… isso é loucura. — Ela sussurra, a voz embargada. — Eles… eles são monströs. Eles vão matär todo mundo aqui dentro! Eu não tiro os olhos do grupo. O cheiro de pólvora parece acompanhar cada um deles, como se o ar em

