Ernand se sente culpado, pede para o seu chefe Conrrand não colocar mais Ananda a sua responsabilidade, mas ela não pensava no acidente, apenas nele, e em seu cheiro, daí em diante passava o dia procurando ele pela casa, sempre que pedia para sair seu pai mandava outro segurança acompanha-lá, ela pensava demais nele, estava quase obcecada, e isso durou meses, ela nunca havia chegado tão perto de um homem, as únicas referências de atração que tinha era pelos contos de época que lia em sua antiga escola, não sabia explicar todas as sensações que sentiu por ele, mas queria sentir de novo, ele era diferente dos outros seguranças, ela apesar de ingênua sabia o tipo de homem que eles eram, cruéis com suas esposas e com todas as mulheres, agiam de forma grosseira e maldosa na maior parte do tempo, mas ele não, ele era delicado apesar de frio, ele não era grosseiro, não havia gentileza nele, mas também não havia maldade
- Achei você, estava quase pensando que está se escondendo de mim!
Diz Ananda feliz ao encontrá-lo
- Tenho trabalhado muito fora daqui, treinado alguns seguranças para operações que estão por vir
- Eu preciso ir à cidade de novo, abriu uma loja nova e estou interessada
Ananda mente, o interesse na verdade era ficar perto dele novamente
- Eu não acho uma boa ideia te acompanhar novamente, já vimos o perigo que me acompanha
- Eu não tenho medo, me sinto segura com você
Ernand suspira e lhe dá as costas, sai daquele corredor e ignora ela, a verdade é que a frase de Ananda dizendo se sentir segura com ele, lhe trás duras lembranças de seu passado, e que o faz ficar sem reação, e querê-la ainda mais longe
Ela não entendia porque tanta indiferença vindo da parte dele, talvez fosse medo do seu pai, ou ele realmente era profissional demais para nota-la, qualquer outro teria lhe dado total espaço e atenção, mas ele era diferente, o que a fazia querê-lo ainda mais, então ela o segue
- Qual é o seu problema? Você não troca uma palavra se quer comigo, não olha nos meus olhos
- Senhorita não estou aqui para dialogar, estou apenas para a sua segurança.
Diz ele caminhando em direção a sala sem olhar para trás
A única frase que Ananda escuta é que ele está lá para a sua segurança, então tem a ideia de fazer coisas imprudentes para que ele possa ficar perto dela de novo, nos dias seguintes passou a fazer várias coisas para ter a sua atenção, quase tocou fogo na cozinha, mas nada durava mais que segundos ou uma desaprovação devastadora da parte dele, ela queria senti-lo novamente.
Então teve a ideia de ir para a piscina, mas não sabia nadar, mas estava disposta a isso porque sabia que ele não a deixaria se afogar.
- Toda vez que a vejo, sinto se fosse devorado pelos meus próprios pensamentos, ela é um poço de proibição, mas não importa o quanto eu tente afastá-la, ela se faz mais próxima, e eu ainda não entendi porque, eu sei que não posso me apaixonar de novo, muito menos por ela, ainda é apenas uma menina
Essas palavras ecoam no pensando de Ernand enquanto Ananda toma sol próximo a piscina, o sol reflete em sua pele e cabelos, ela apesar de não saber ser sedutora, faz o seu máximo para que ele a veja, e note a sua paixão que até então pensávamos ser platônica
Ela decide entrar na piscina, pouco a pouco, mas nem ela contava que iria escorregar na escada de entrada para a piscina, e então solta um grito e cai na água, ao ver que ela não retornou ele corre e pula para ajudá-la, a tira de dentro d’água rápido suficiente para que ela n engolisse muita água, com ela ainda em seus braços na borda da piscina ela fica paralisada
- Você tá bem? Tá conseguindo respirar?
Ela tosse!
- Sim, estou bem, foi só um susto
- Porque faz essas coisas? Eu não posso estar perto de você a todo momento pra te salvar, uma hora você pode realmente se machucar
- Porque se importa? E acha mesmo que eu faria isso de propósito ?
Sim, ela fez
- O seu pai morreria se algo te acontecesse
( e eu também, ecoa nos seus pensamentos)
Ela procura seu olhar mas ainda sim ele não olha fixamente em seus olhos, ela sente aqueles braços fortes sobre seu corpo e com o rosto próximo ao dela
- Você não precisa contar isso pra ele, eu posso dar um jeito de apagar as imagens das câmeras
- O seu pai precisa saber de tudo o que acontece nessa casa, principalmente quando se trata de você
Ela sai enfurecida pois o que conseguiu foi só uma bronca do seu pai.
- Ernand! Venha cá
Chama conrrand com uma voz nervosa
- O que houve senhor?
- O que eu temia aconteceu, vou precisar ir até a França, preciso que você fique aqui e cuide da segurança da casa para a minha filha
- Senhor, eu não acho que ela esteja segura comigo
- Ouça bem, você tem se mostrado o mais eficiente quando se trata dela, está sempre atento ao que ela anda aprontando, e os atentados só ocorrem quando você sai, ninguém nunca tentou invadir aqui, e nem poderiam, essa casa é uma fortaleza, tem homens armados até os dentes em cada metro quadrado, mas caso entrem eu conto com as suas habilidades de defesa para protegê-la, a minha única recomendação é não sair.
Ernand concorda e fica feliz com a confiança do chefe, mas sabe que além do perigo lá fora, tem também tudo o que habita dentro dele, o amor que está nascendo por ela
- Filha, prometo voltar logo, é só uma viajem de negócios, Ernand ficará responsável por você
- Toma cuidado pai, não se meta em confusão e volte para casa
Diz Ananda com os olhos cheios de lágrimas ao se despedir do pai, estava tão apreensiva pela sua partida que não prestou atenção na parte ERNAND!