Treze anos depois. Finn. Naquele ano o destino escolhido para passarmos nossas férias de verão em família foram as ilhas do Caribe. O calor era quase insuportável, mas valia a pena por causa do mar ao nosso dispor, bem como ter a vista do céu mais limpo que já vi na vida. Chegamos ao resort as cinco da manhã, mas nem todos estavam muito cansados para conseguir dormir e esperar o dia amanhecer de verdade para curtir a praia. Espiei sentado na areia, meu sobrinho Antony, que se recusava a molhar os pés na água salgada enquanto Nick tentava convence-lo mergulhando fundo nas aguas cristalinas e dizendo o quão boa era a sensação. Os dois se pareciam demais fisicamente, só que Antony era cheio de reservas, um garoto de cinco anos tímido demais e oposto do que o pai sempre foi desde criança.
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