Victor Camille sempre soube jogar. Desde o início, ficou claro que ela estava no controle, ditando as regras do nosso acordo e se certificando de que eu não cruzaria nenhuma linha. Mas havia algo nela que me provocava. Naquela noite, depois de um evento beneficente em que aparecemos juntos, seguimos para a cobertura dela. Tudo fazia parte da encenação, um teatro bem ensaiado para os fotógrafos que nos seguiam. Assim que entramos, ela chutou os sapatos de salto para o lado e caminhou até o bar, servindo-se de uma dose de uísque. — Você foi convincente hoje — comentei, encostando-me à parede. Ela riu, virando-se para mim. — Não mais do que você. Seu olhar apaixonado estava quase realista. — Talvez eu seja um bom ator. Camille se aproximou, segurando seu copo, e me analisou por um in

