Théo foi chamado ao escritório do pai no meio da tarde. O tom seco da secretária e a convocação repentina deixavam claro: não seria uma conversa qualquer. Ele chegou pontual. Tenso. Sabia que algo estava por vir. E, no fundo, sentia: tinha a ver com Elle. Luiz Gustavo estava sentado atrás da mesa imponente, com os olhos frios fixos nos papéis. — Senta, Théo — disse, sem erguer o olhar. — Temos algo sério a resolver. Théo obedeceu. Em silêncio. O ar estava carregado, e o instinto dele só confirmava: Elle era o assunto. O pai, então, levantou os olhos. — Essa garota. Elle. Sabe quem ela realmente é? Théo manteve a postura, mesmo com o coração acelerado. — Sei o suficiente. Luiz Gustavo deslizou um envelope pardo sobre a mesa — o mesmo que Bianca havia deixado. — Aqui tem tudo o

