Os dias que seguiram àquela conversa foram diferentes. Não havia declarações. Nem beijos escondidos em corredores. Nem promessas de eternidade. Havia silêncio. Mas era um silêncio leve. Cheio de presença. Théo e Elle voltaram a circular pelos mesmos espaços, agora sem fugir um do outro. Ainda mantinham uma distância cautelosa, como quem entende que curar leva tempo. Mas algo ali estava sendo reconstruído. Tijolo por tijolo. Na segunda-feira, os dois se encontraram por acaso no corredor do terceiro andar. Um grupo de alunos passou entre eles, o som de risadas ecoando. Mas para Théo e Elle, tudo pareceu desacelerar. Ele carregava um livro contra o peito. Ela segurava um fichário apertado demais. Os olhos se encontraram. Por três segundos. Longos, silenciosos, intensos. Théo foi o

