--- Capítulo – Tijolos, Sonhos e Responsabilidades O Vidigal acordava sempre cedo. Do alto, o sol batia devagar, clareando as vielas que serpenteavam pelo morro. A vida começava no barulho dos passos apressados, nos sons de crianças brincando, nos vendedores chamando fregueses. E, em meio a tudo aquilo, um sonho se erguia aos poucos: o hospital. Ainda não passava de um esqueleto de concreto, com paredes levantadas, mas sem acabamento, fios soltos e andaimes espalhados. Mas para Rogério, cada tijolo ali representava muito mais que construção. Era a promessa de cuidado, dignidade e futuro para aquela comunidade. Ele chegava cedo todos os dias. O carro estacionava próximo à obra, e Fera já o acompanhava, imponente, como uma sombra protetora. De longe, muitos moradores acenavam. Respeitava

